Cheguei a Genova recepcionada pelo céu coberto e por uma chuvinha fina. No táxi, dificuldades para achar a Vicco della Rosa (nome da rua) e, depois de alguns giros, ajudados pelo ipod, ali chegamos. Quando saí do táxi, ouvi do taxista: Do you speak english? Respondi: Yes! Ele: Don’t let anything here, do you understand? Falou ele em tom mais baixo, olhando para os lados... Respondi: Yes, I understand! Thank you! Pensei: Eu venho do Brasil!!! Como posso deixar qualquer coisa pela rua?! Lá não podemos fazer isso... Olhei ao meu redor e notei algumas pessoas “estranhas”, digo, não italianas, com semblante de americanas. Caminhei em direção à Vicco della Rosa, por toda rua (uma quadra pequena) e não achei o número 6. Fui parar numa fruteira, onde perguntei: sabe onde fica Vicco Della Rosa, 6? Ninguém sabia! Foram se juntando algumas pessoas e uma delas, um rapaz, se ofereceu pra me ajudar e como eu estava com duas malas grandes, mais uma mochila e uma bolsa, aceitei. Caminhou comigo até o meio da quadra (encontramos uma menina que falava espanhol e ele a chamou: Fulana, sua conterrânea!!! Quando me apresentei como brasileira ela gritou: não sou brasileira!) ele tirou a chave e abriu uma porta, olhei, era uma casa antiga, mal cuidada, empoeirada, com uma escadaria imensa! Olhei pra cima e disse: não, esta não é a Rosa d’Oro!!! Comecei a rir de nervosa e ele dizia: mas venha, você pode ficar aqui... cancele a reserva lá e fica aqui! Agradeci e saí correndo, com toda a bagagem, exausta, pelo antigo beco do centro histórico até que dobrei a esquina e encontrei uma lan house, onde parei para respirar. Ali, quando decidi ligar pra Chiara (gerente do hostell), um senhorzinho me ofereceu ajuda, achou o endereço, chamou Chiara e, finalmente, cheguei a Rosa d’Oro!



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