Então é o seguinte, há tempos ando vendo coisas que estão me deixando intrigada. E aqui vai outro post sobre o Facebook... Desde ontem vi uma daquelas fotinhos compartilhadas sobre as lendas brasileiras x (isso mesmo, versus) Halloween. Gente, pelamordedeus! Desde quando para exaltarmos a(s) nossa(s) cultura(s) é preciso denegrir a(s) de outrem?! Sinceramente, já passamos disso, não?! Não sei se fui (só) eu quem mudou ou se realmente as coisas mudaram, mas acho que essa coisinha de falar mal dos Estados Unidos já tá mais do que passada, não!? Não quero defendê-los, muito menos acusá-los mas acho que já esgotou essa história de que ELES são malvados e o resto do mundo é bonzinho... Basta! Agora, vão dizer que as nossas crenças são "mais" do que as deles?! É o tipo de comentário desnecessário. Não vejo problema, sinceramente, em comemorar o Halloween, mas sim em esquecermos as nossas lendas e histórias. Isso é grave. Só isso. Agora, o discurso parece distorcido e, assim, estaremos fazendo com eles o mesmo que um dia fizeram conosco: negando suas crenças e seus costumes. Absurdo. Acredito sim, que deveríamos ficar "cada um na sua", no sentido de cultivar e preservar nossas raízes (independente de quais sejam) mas não no sentido de não nos misturarmos. Logo nós, os brasileiros, que somos a mistura de tantos imigrantes definitivamente não podemos sustentar esse discurso!
Eu gosto muito do Facebook! Além de podermos retomar contatos, mantê-los e até estreitá-los (pense que estou muito longe da terrinha rsrsrs), é um instrumento muito democrático e, até diria, indomável. É como se você estivesse em plena companhia (remédio para quem vive ou se sente só) às 7h da manhã de um domingo, ou às 15h de uma terça-feira. É "só" acessar e ele está lá, te contando o que está pensando, curtindo ou compartilhando; "diz" as coisas que você nem estava procurando ouvir e, por vezes (além de uma profunda poesia ou de uma bela foto), "fala" (poucas) coisas importantes (como uma nota crítica ou de protesto) ou pequenas coisas como um "oi, como vc está?", "tô com saudade", ou "vamos marcar aquela janta!?"... Coisas que servem para parar alguns segundos o seu dia, para, despretenciosamente, retomarmos o fôlego. Contudo, infelizmente, essas coisas se perdem no vento. E no tempo. Não faz muito, lembro dos cadernos de aula, sempre rabiscados com palavras, e desenhos de carinho, joguinhos e declarações de amor. Estavam ali por pelo menos um ano, marcados. Mesmo depois das brigas, decepções, desamores. Continuavam ali, como comprovações de que um dia, de fato, existiram. E levavam mais tempo para serem apagados com a água do mar. Sim, o tempo é relativo, eu sei. [Também tinha a impressão de que o tempo demorava para passar. Afinal, eu queria ter 15 anos e esse dia não chegava nunca!] Mas e o espaço? Bom, aqueles cadernos e agendas ainda estão lá. [Toda criança acha que seus códigos, abreviaturas e desenhos nunca serão descobertos hihihi, então, com certeza estão lá!] Mas e hoje? Bom, hoje o tempo é relativo. O espaço (principalmente o virtual, antes visto como infinito) também tornou-se relativo. a prova disso é o Facebook: todo e qualquer conteúdo nele escrito tem hora marcada para expirar, quando aquela barrinha de rolamento chega ao fim. A paciência também chega ao fim. A memória também chegou ao fim. Tentando resgatar algo que me tocou muito essa semana, publico aqui um vídeo que assisti muito sem querer (num blog de interiores), mas que me deixou com o coração feliz - apesar de tantas lágrimas nos olhos - por saber que há algo e alguém do outro lado do oceano me esperando...
Sim, é bem comercial... mas tenta abstrair isso, se colocar no meu lugar e levar pro lado mais "emotivo"! Afinal, sou sensível como uma pétala de rosas. :)
Pausa para um papo sério. Ainda hoje (quase 4 meses depois) não sei como as coisas aconteceram, isto é, como vim parar aqui? O que eu quero dizer é o seguinte: sempre me imaginei na Itália, a estudo ou a trabalho (não é à toa que estudei italiano tanto tempo!) mas me parecia algo muito distante e sempre fazia parte de um projeto futuro. Mesmo embarcando do Rio pra cá ou quando cheguei, e ainda hoje, não me parecia (parece) nada real. Várias vezes acordava pensando que era um sonho (sério! rsrsrs) e tinha que me perguntar onde estava... Acontece que ultimamente tenho notado a reação das pessoas às quais eu me apresento e já ouvi muita coisa estranha, todas elas no sentido "você está doida!?". Trocar o Brasil, terra em pleno progresso, a maior potência da América do Sul, por um país como a Itália, em completa decadência??? Rio de Janeiro, terra tropical, clima agradável, pessoas alegres e felizes, onde há festa, carnaval e praia por uma cidade melancólica, fria, sombria, com pessoas "de Mrd@" ?! [Juro, essas palavras já ouvi muito desde que cheguei.] Em suma, me perguntam o que "diabos" estou fazendo aqui!? Se estou gostando? Se tenho vontade de ficar? E quando respondo que gosto sim, ficam impressionados e não conseguem me entender. A parte norte da bota (genovês em especial) tem fama de ser um povo mais fechado (e, segundo eu, rabugento) enquanto que a parte sul, mais receptiva e acolhedora. A maioria daqueles à quem, por uma razão ou outra, explico parte da minha pesquisa, não entende como posso estudar um porto que, para eles, não serve de exemplo, mesmo tendo sido ele (o porto), responsável peloo acúmulo de tanta riqueza um dia já pertencida à cidade. Imagino, pois, que o porto também figure como um símbolo da decadência lentamente sofrida ao longo dos últimos séculos e dedicam a ele a razão da cidade se encontrar como tal: em crise política, social e econômica. Cheguei ao cúmulo de ouvir uma "tremenda" asneira (como diria minha coinquilina), que se referia ao fato de eu estar aqui para "copiarmos" o modelo italiano a fim de aplicá-lo no Brasil. (Como se fosse possível copiar os padrões de urbanismo de uma cidade pra outra, como que carimbando-os independentemente de suas peculiaridades - o que, embora já tenhamos visto em outros lugares, sabemos que isso dá péssimos resultados; como se eu tivesse o poder de fazê-lo; e o pior: como se eu o quisesse...) Fico bandida com esses comentários! Quanta ignorância! Quanta prepotência! Quanto sub-julgamento! Quanta contradição! Enfim! Contudo, afora esse juízo de valor (se serve ou não como exemplo à nós ou a qualquer outro lugar, não interessa...), mas considerando a hipótese de que eu um dia concorde com eles (o que acho muito difícil), me lembro de uma coisa que meu pai sempre me disse: "minha filha, até o mal exemplo é um bom exemplo." E hoje, pensando bem, acho que esse deveria ser o lema do urbanismo contemporâneo. Talvez esteja aí a resposta para toda minha pesquisa.
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O carnaval de Veneza (como o conhecemos hoje) surgiu no século XVII (embora já haja registro no século XIII) e era o momento em que a nobreza se "misturava" com o povo, disfarçando-se durante os dez dias de festa. Daí a invenção da máscara. Definitivamente as máscaras de Veneza são "uoww"! rsrs Claro, não devem se comparar com as antigas, não é!? Atualmente, tem aquelas muito parecidas com as do "camelô" brasileiro (1ª foto), que custam entre 10 e 30 euros (dependendo do lugar e do tamanho). Um pecado, porque se vê que são feitas em qualquer lugar (até no Brasil, quem sabe?!) e que chegam aqui supervalorizadas, somente pelo fato de haver a tradição dos carnavais da cidade. Mas há aquelas lindas máscaras artesanais de papel machè (onde, se bobear, podemos até ver o artesão as produzindo) que custam a partir de 70 euros mais ou menos, embora as tenha visto por até 150 euros (como aquelas utilizadas em peças teatrais). Caro né? Também acho! Enfim, é uma pena que esse costume de fazer máscaras tenha se tornado algo tão inacessível ao grande público! Aliás, como acontece com toda tradição que é "taxada" de patrimônio imaterial, que tem como resultado o distanciamento de quem realmente lhe dá significado, ou pelo congelamento no tempo, ou pela supervalorização ($) de tais atividades. Fico me perguntando... o que podemos fazer contra isso?
"Por aí" achei esse vídeo com algumas fantasias, espero que gostem:
Com certeza é possível ficar o dia inteiro "só" observando Veneza. É a tal cidade que ninguém cansaria de apreciar, compreender e adorar. Lá tudo é mesmo inimaginável e tudo chama muito a atenção. Misteriosa (e às vezes incompreensível), convida, atrativamente, à nos perdermos e nos acharmos, num passatempo gostoso em busca de descobri-la e, conjuntamente, de nos descobrirmos. Nesse clima romântico e fantasioso, lhes deixo mais fotinhos desses dias encantadores que vivi por lá.
De fato existem muitos gondoleiros em Veneza! A existência desse personagem é antiga e, diz a lenda que pela sua proximidade com os nobres citadinos que usavam seus barcos, sabiam de tudo que se passava na cidade antiga, inclusive dos casos (escusos) de amor que começavam por ali mesmo. Sua vestimenta primeiramente (séc XVII) era toda preta e só mais tarde, depois da segunda guerra, é que começaram a vestir as camisas listradas. É uma profissão basicamente masculina geralmente passada de pai para filho e, também pela grande quantidade de gondoleiros que há hoje, somente 3 ou 4 guildas (licenças) são liberadas por ano. Somente no ano passado que a primeira mulher conseguiu sua guilda. A tradição é tão forte que criou-se um dialeto entre eles, uma mistura de italiano, espanhol e árabe e, pelo que reparei, só há música se os clientes contratarem um cantor, que geralmente vem acompanhado de um acordeonista. Na verdade, o ritual é muito bonito. O gondoleiro é sempre cordial e alegre, principalmente com as damas, fazendo jus ao estereótipo do "amante latino" e se põe sempre bem alinhado e muito vaidoso em seus passeios. Sempre de calças pretas, camisa listrada (branca com preto ou vermelho), sapatos bem lustrados e chapéu de palha, sempre combinando com as gôndolas negras e elegantes. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que as tradições foram postas de lado (a fim de angariar cada vez mais clientes) e as gôndolas foram se modificando, com acréscimo de luzes, pinturas neon e almofadas coloridas. Uma tragédia! rsrsrs Porque na verdade nunca houve regras estabelecidas, mas sim códigos implícitos e, naturalmente, criados que serviram durante anos, os quais tiveram de ser retomadas, a fim de manter um pouco da ordem e da originalidade. Bom, sei que esse pode ser um assunto polêmico, se levarmos pro plano antropológico e patrimonial (e já li tanta besteira sobre isso!!!) que nem quero tocar nesse assunto. Mas quero deixar claro que eu adorei ver os estaleiros onde as gôndolas são produzidas (que atraem ainda hoje centenas de milhares de turistas) e fiquei imaginando como isso funcionaria naquela época onde andar de gôndola não era uma atividade puramente turística. Sim, porque um passeio de mais ou menos 20 minutos custa atualmente cerca de 100 euros (ok, ok, cabem até 4-6 pessoas ali dentro) o que não o torna assim tããão barato, de "livre" acesso aos moradores!
Bommm, mas muita coisa (boa) aconteceu desde meu penúltimo post (do dia 19 de setembro, onde eu estava tãoooo animada) e este último que precede (de hoje). Falemos agora de coisas boas! risos. Bem, eu os tinha deixado para dar uma passeada na espetacular Veneza! É dificílimo resumir aquela viagem (talvez por isso tenha demorado tanto a escrever sobre ela) e acho que renderá muitos outros posts futuros... Chegando na estação de trem Santa Lucia (é aquela do centro histórico) dou de cara logo com uma mocinha usando um belíssimo chapéu rosa, o sol contrastando com a cúpula da Chiesa San Simeone e, ao fundo um grande canal (por isso, o dito Canal Grande) pensei: Estou em Veneza!!! (iupiii) O tempo até ameaçou dar uma chuviscada, mas logo se comportou. Peguei um mapinha no posto de informações turísticas (lotado de estrangeiros) logo na saída da estação e comecei a me dirigir ao albergue onde eu iria ficar naqueles dias. Já fiquei encantada com a cidade: os canais (com as charmosas gôndolas) e a maneira como ela se estrutura (tudo feito através de barcos, desde o transporte de pessoas como o de mercadorias), tudo muito diferente! Naturalmente leva-se um tempo para entender seus costumes (hábitos e sociabilidades), funcionamento e, principalmente, seu mapa (mesmo para mim, que sou arquiteta). Mas isso tudo só torna a estadia ainda mais gostosa porque aos poucos fui a descobrindo, sem pressa, sem direções.
Oi amiguinhos! risos Agora é pra valer: estou voltando com o blog (a quem interessar possa) porque apesar da minha revolta de não conseguir interagir tanto com vocês, acho necessário para que eu possa desabafar (por exemplo), poupando os santos ouvidos de quem me escuta todo dia. (Né, Rômulo?!) Bom, aproveitando o clima de revolta, vos digo como foi minha viagem a Portugal: UM ARRASO (como diria um colega - Nilton Santos - que conheci lá no congresso), em todos os sentidos! As coisas boas que aconteceram foram muuuuito boas, mas em compensação as ruins.... Aff! Já de arrancada, (depois de uma revista detalhada, rigorosa e até vergonhosa) não permitiram eu embarcar com os "pestos e pastas de azeitonas" que eu havia comprado como presente para os amigos brasileiros que encontrei por lá. Tentei despachar, enrolei a sacola naquele "pack" lá (paguei mais dez euros), quando cheguei no balcão a atendente não deixou embarcar pois estava em cima do "laço" e o avião estava partindo. Voltei nervosa para a revista, esperando pegar uma outra esteira e que me deixassem passar. Sem sucesso. Ainda tive que "aturar" os fiscais dizendo: Ahh, que pena que vc não vai comê-los, pois são pestos "buonissimi"! Aaargh! Mas não tenho do que reclamar do congresso: gente bacana, despida de vaidades e com o intuito de aprimorar seus trabalhos e de seguir (sempre) em frente! Conheci bons colegas, ótimas pessoas, descobri amigos, aprendi, cresci. Por outro lado, a volta (principalmente) foi muito conturbada! Fomos mais cedo pro aeroporto, num serviço de transporte do próprio hotel, pra não dar erros e para justamente evitar o transtorno que tive na ida. Rosângela, amiga e professora orientadora, embarcou sem problemas (graças a Deus!). Mas meu vôo Lisboa-Madrid atrasou 1 hora. Sem bateria no celular e com a internet expirada, só restou esperar... Na conexão, ainda sobrariam 20 minutos para embarcar no segundo vôo, para Gênova. Sabendo que o aeroporto de Madrid é gigante, desci correndo do avião, cheia de sacolas e com a pesada mochila dos eletrônicos (câmera fotográfica e computador). Como sou azarenta, lógico que o portão de embarque era justamente do lado oposto daquele que desembarquei. Óbvio! risos. Saí correndo, cansada, feito uma doida, e quando cheguei no dito portão 95, o embarque havia sido trocado para o 89 (acho). Depois de alguns segundos de tensão (pois via os dois portões vazios e fechados), reparei que o 2º vôo também estava atrasado. Foi aí que me deu vontade de chorar. Sério! Mas por eu estar tããão cansada, não consegui chorar. Me certifiquei com o casal de senhores que estava ao meu lado sobre a situação. Respirei fundo e sentei. Logo depois do embarque, tomei uma vitamina C para acalmar a dor no corpo (que parecia inclusive um princípio de resfriado). Tirei as botas, relaxei. Chegando ao aeroporto de Gênova, tive a "feliz" notícia de que minha mala tinha sido extraviada! Pode!? Claro que pode! (Afinal, o sujeito da ação - passiva - era eu! risos) Lá fui eu para o setor de malas perdidas. Havia duas opções: ou eu buscaria (sabe lá quando) ou eles me entregavam (ótimo! Escolhi essa opção!), mas nesse caso, tive que deixar a chave da mala para uma revista policial, caso seja necessário. Depois de uma ligeira briga com a atendente (pois eu queria garantias que só o policial abriria a mala e ainda assim, estava com medo de sumir coisas e, dessa vez, com o aval da polícia genovesa), concordei em deixar a chave em um envelope lacrado, na esperança de não ter que pagar (novamente) uma fortuna de táxi. Porque, tudo bem, se o erro fosse meu, eu pagaria várias vezes quantos táxis fossem preciso. Mas o erro não foi meu e o prejuízo, além de moral (pois eu teria que ficar um tempo sem NADA), seria financeiro. (Eles não pagam o táxi para que eu vá buscá-la.) Enfim! Hoje acordei com a esperança de que ela chegasse (no primeiro vôo da manhã) mas descobri que só existe UM vôo Madrid Gênova, à noite. No final das contas, só vou ter a mala amanhã! Afff! E eu posso fazer o que? Reclamar para o bispo?
Ok, ragazzi, agora é sério: me distanciarei essa semana pois entrarei numa missão linda, colorida, romântica, arquitetônica, artística e cultural. Alguém adivinhou o que eu vou fazer, ein, ein, ein!? Bom, dou a pista: vou viajar. êêê Bom, essa foi fácil, né!? E agora, pra onde? Algum palpite? Bom, tenho mesmo que ir, já está tarde aqui e acordo de madruga. Beijo e até sábado!
Os deixo com uma foto by Me, de Gênova
Ontem recebemos uma amiga italiana que está se preparando para passar alguns meses em Londres. Conversamos e rimos muito, em uma tarde muito agradável, entre amigas. Apesar das fronteiras da língua e da cultura, o carinho e paciência que demonstramos umas pelas outras tornaram a noite super especial. Via-se nos olhos algumas emoções escondidas, outras reveladas. E eu, especialmente fiquei tocada pois lembrei dos meus últimos dias lá no Brasil e de como foi importante a presença dos amigos (que me acompanharam até o aeroporto, nas filas, mesmo com o atraso de várias horas) e do homem que eu chamo de meu. rsrsrs Curioso como essas coisas (relações) são construídas, né?! Já me vi passando pelas mesmas coisas daqui uns meses, no meu retorno. Daí lembrei de uma frase que li outro dia no facebook, sobre partidas e chegadas: "toda partida implica numa chegada", não é mesmo?! Acho que isso seria um consolo, não?! Bem, salvo que ando "sensíííível como uma pétala de rosa", essas coisas passam pela minha cabeça tipo, em plena tarde de terça-feira! rsrsrs De repente, no meio da conversa, ouvimos barulhos de fogos e corremos para o terraço. Eram fogos de um cruzeiro que partia, segundo a Manu, e tinha de toda sorte: grandes e brilhantes, alegres e coloridos, lindos e brancos, barulhentos, silenciosos etc. Quando olhei pro lado, já não éramos mais cinco mulheres, mas sim, cinco meninas, encantadas, sorridentes, abertas, frágeis... ao mesmo tempo inabaláveis. Foi assim que terminou a noite ontem. Emocionante e feminina.
Foto meramente ilustrativa :)
Pessoas amadas, tô terminando um artigo que quero publicar em Portugal e por isso tô na correria... Pra não deixá-los sem notícias, posto um videozinho que vi entre uma frase e outra. rsrsrs Liiiiiiindo (e trágico rsrsrs) Topo gigio da minha infância: que saudadeeeeee! hehehehe Beijo!
você: um lindo apartamentinho (só maneira de dizer tá!? porque ele é bem grande) no centro histórico da cidade, bem pertinho da praça principal (Piazza di Ferrari). Tem dois andares e um terracinho liiiiiiindo! O meu quarto fica no primeiro pavimento, junto com o quarto da Manu (professora de espanhol, espanhola), o ingresso, uma sala e uma despensa. Subindo as escadas tem logo adiante a cozinha e à direita os quartos de Paula e Laura (duas italianas, a primeira trabalha numa fábrica de chocolates e a segunda é maquiadora). Subindo mais uma escadinha tem o dito terraço, com espreguiçadeiras, plantas e um gazebo, para ter um pouquinho de sombra nos dias quentes e ensolarados de verão. Me mudei no sábado, dia 10. Minha cama já estava montada no dia anterior e o armário já posicionado, pronto para receber minhas coisinhas. Graças à três grandes amigos (um deles eu acabei de conhecer mas só por ter topado a parada já é um grande amigo meu rsrrs), conseguimos subir rapidamente 6 andares de escadas com as minhas malas tamanho GG. As meninas me recepcionaram de braços abertos e foram muuuito simpáticas se oferecendo para me ajudar quando fosse preciso. Estou amando meu novo cantinho: é super confortável, perto de tudo, clima familiar, meninas da minha idade para conversar... [Nem se compara ao apartamento anterior!] Estou muito feliz e acho que bons ventos estão soprando! rsrsrs (Hoje, particularmente, pois consegui pôr em dia meus estudos. êbaaa hihihi)
A notte bianca é uma iniciativa de algumas grandes cidades do mundo e consiste na elaboração de vários espetáculos culturais em uma verdadeira noitada! Acontece há pouco mais de dez anos, sendo que a primeira foi em Berlim (no ano de 97) e, aos poucos, foi se espalhando principalmente na Europa. As lojas e os museus prolongam seu funcionamento, há tendas de antiquários e brechós, comidas típicas e toda sorte de bebidas, doces e sorvetes. Há grandes palcos nas praças e avenidas principais com shows de grandes bandas e grupos italianos mas há também pequenas manifestações culturais de todo mundo em outros lugares como nos encontros das ruas e vicos e até mesmo nas platibandas dos bares. Entre essas manifestações, encontrei um grupo no mínimo curioso de "gringo-brasileiros" que chamou a atenção dos genoveses "só" com o som de seus instrumentos. Notei uma aglomeração incomum (pois vi outros shows - como por exemplo equatorianos - sem tanto "ibope"). Espero que vocês consigam ouvir a batucada e ter uma ideia do que eu presenciei, apesar da má qualidade do vídeo, feito com o meu celular em um ambiente escuro.
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Gente, confesso que sumi, mas essas últimas semanas foram uma loucuuuura! Estive procurando um novo lar e, por isso, não consegui aparecer por aqui. Bem, além de ser difícil toda essa função de procurar casa, creio que o fato de eu ser brasileira e ter que logo retornar pro meu país interferiu um pouco. Todo mundo quer alguém que fique por um período maior, não é mesmo!? Bom, mas a busca foi interessante. Vi alguns belos apartamentos (mas caros), outros nem tanto (e bagunçados), alguns baratinhos (e bem ruinzinhos). É, com o agravante de que no centro histórico não é todo lugar onde podemos morar, tive que correr dobrado. Minha busca se concentrou nos sites de anúncios como o bakeka.it, subito.it ou easystanza.it. Todos eles funcionam mais ou menos de duas maneiras: ou você pode fazer uma busca detalhada do imóvel que procura, ou você monta um perfil, com uma chamada para um anúncio e o próprio site se encarrega de fazê-lo circular, combinando com outros de seu interesse. Bom, metade dos problemas estariam solucionados se as pessoas colocassem ao menos fotos do local e as imediações do endereço (não apenas referências como: à cinco minutos da estação P. Principe). Bem, olhei quartos em ladeiras, último andar, sem elevador; quartos em andares baixos mas sem janelas; entre outros. Mas alguns me chamaram atenção: teve um caso onde combinei encontrar o rapaz em uma praça (eu achava que era ele quem estava saindo, mas era a sua coinquilina), em uma das vias principais do centro histórico. Nos encontramos, ele foi me conduzindo ao prédio que ficava em um daqueles vicos mais antigos e quando me dei por conta eu estava no meio de alguns (e velhos!!!) travestis. A visão do terror! Já estava ali, o negócio era mostrar naturalidade e ver o tal quarto. Coisas desse tipo me mostraram como era urgente a minha situação à partir do momento em que nessa busca eu também corria riscos. Sabe lá o que poderia ter me acontecido, né?! Mas enfim, achei dois quartos bem bacanas, em duas casas com perfis beeem diferentes. O primeiro era uma senhora, que aluga o quarto muito confortável, com vista para a Porta Soprana (um belo monumento que fazia parte das antigas muralhas da cidade), pronto para morar e estaria livre em outubro, com um valor fechado (com todas as despesas inclusas). O apartamento, bem decorado e mobiliado, com um cachorro linguicinha. Essa senhora me pareceu muito conservadora e impôs muitas regras como a quantidade de vezes para usar a cozinha (por dia) ou a máquina de lavar (por semana). O segundo era num apartamento de meninas (da minha idade, trabalhadoras = não estudantes) com dois andares, quatro quartos, sala, cozinha, 2 banheiros e um LINDO terraço. E apesar do quarto estar desmontado, estava pronto para morar. Os dois lugares lindinhos, mas com ritmos de vida bem diferentes. Bem, conversando com as meninas e novamente com aquela senhora, me decidi e ontem acabei de me mudar. O quarto ainda está bagunçado e eu tenho que voltar no antigo apartamento para pegar as últimas coisas. Mas num próximo post eu conto qual dos dois venceu e aproveito para colocar fotos. rsrsrs Tenho que ir. Beijo beijo!
Segundo a lenda, foi do alto da (tão) dita Torre de Pisa, no século XVI, que Galileo tentou provar sua teoria da queda dos corpos cujo experimento constava em deixar cair dois objetos com massas diferentes, onde o peso não deveria ter qualquer influência na velocidade de sua queda e os dois deveriam chegar ao mesmo tempo lá embaixo. Bastava medir o tempo que tais objetos levariam para atingir o solo. Foi aí que ele descobriu que os dois objetos só chegariam ao mesmo tempo no chão se se tratasse de um ambiente no vácuo Vale ressaltar que somente muito tempo depois Newton (século XVII) e Einsten (no XIX) fizeram importantes considerações sobre a gravidade!!! Lendas à parte, vamos ao que interessa, ao passeio! É possível avistar-se o campanário de longe e, apesar de minha indiferença à priore (porque eu não curto muito essas coisas "pra turista ver"), devo confessar que é realmente emocionante vê-lo! Por onde eu vinha, tive sorte de ver primeiramente o Largo del Parlascio pois assim pude reparar que ainda há resquícios dos antigos muros que cercavam, tangencialmente à Piazza del Duomo, a área residencial da cidade (tudo isso antes mesmo que eu percebesse a torre). Ok, ainda se pode ver boa parte dessa muralha, atrás da Via Cardinale Pietro Maffi, mas ali no largo vemos o que seria a sua continuação. Infelizmente, falta sinalização sobre isso naquele local e muitas pessoas podem passar despercebidas da sua importância. Seguindo pela Via Maffi, a cada passo que dava, podia reparar um pouco mais o conjunto, mas de fato, a torre exerce como que um "magnetismo visual" (será que sua altura e fama são mesmo capazes de fazer TUDO isso!?) apesar de não se encontrar exatamente no ponto de fuga resultante das linhas formadas pelas construções, impossível desviar o olhar dela! Me rendi! Numa distância de mais ou menos 500 metros tirei MUITAS fotografias (sem considerar as "trocentas" outras que eu tirei na própria praça!). Selecionei algumas e já já falo mais sobre essa visita.
Largo del Parlascio e resquícios dos antigos muros
Via Cardinale Pietro Maffi
Via Cardinale Pietro Maffi
Via Cardinale Pietro Maffi
Piazza del Duomo
Fui à Pisa. A estação de trem é lindiiiiiinha e, como em outras cidades, tem uma grande via que a liga (em linha reta mesmo) ao centro histórico. [Não tem como não querer ver a "tal torre"!] Para chegar lá, percorri a Corso Italia, a rua do "centrinho", onde têm as principais lojas, igrejas (claro, não poderiam faltar) e outras cositas más. Foi lá que eu vi alguns palácios lindos como o Gambacorti que expõe a carroça que Garibaldi usava quando, aos sessenta anos, já tinha dificuldade de se mover em função do reumatismo e da operação realizada na perna (em Pisa, 1862) que o deixou coxo. Este palazzo fica de frente para o Lungarno (passeio ao longo do Rio Arno) e tem uma vista privilegiada para o antigo casario da cidade. Do outro lado do rio há uma homenagem ao herói Garibaldi pela praça em seu nome. Seguindo pelo Borgo Stretto, na mesma linha reta, passamos por um ornato arquitetônico que faz menção às redondezas, onde teria nascido Galileo. (uau!) Foi uma surpresa, cruzar por aquelas bandas e descobrir que ali teria nascido este ícone da ciência (pra não dizer gênio rsrsrs)! Depois de alguns instantes sem acreditar (ok, ok, confesso, fiquei em êxtase imaginando onde seria e pensando que ele já havia pisado ali, bem ali onde estavam os meus pés!), segui o caminho em busca da Piazza del Duomo...
Stazione Pisa Centrale
Corso Italia
Corso Italia, chegando ao Lungarno
Palazzo Gambacorti
Palazzo Gambacorti
Palazzo Gambacorti
Palazzo Gambacorti e a carroça de Garibaldi
Galileo!!!
Gente, contando ninguém acredita! Fui pedida em casamento na estação ferroviária de Livorno! uhauha Calma, amorzinho, eu posso explicar... rsrsrs Estava eu na fila da bilheteria para comprar o ticket de retorno a Gênova (depois de mais ou menos 12 horas caminhando, cansada etc etc.) quando ouço um rapaz de aparentemente 40 e poucos anos conversando com a moça que estava atrás de mim: Buongiorno! Sei molto belllllllla! A mulher, sem jeito, agradeceu o elogio. Ele, não satisfeito, continuou: Se non sei sposata, famme saperne? (se tu não és casada/comprometida, me fale!?) rsrsrs A resposta foi, prontamente, "Me dispiace, ma, io sono sposata!" (sinto muito, mas sou casada!). Escutei toda a história (porque eu tenho imã para essas doidices e, portanto, fiquei atenta pois eles estavam muito próximos de mim) sem olhar para trás, mas percebendo que algo estava errado ali pois os dois sequer se conheciam e o cara saiu com essa! (Pensei, das duas uma: ou ele é "lelé da cuca", ou está cantando a moça...) Depois dessa resposta, o rapaz dirigiu-se à mim e fez as mesmas perguntas e, logicamente, obteve também as mesmas respostas. rsrsrs Tratava-se realmente de um homem novo, com um chapéu de pano cinza (daqueles estilo "cowboy americano" amarrado logo abaixo do queixo), camiseta azul para dentro da calça social clara que ia até a altura do umbigo, afivelada por um cinto marrom. Portava com ele uma bolsa à tira colo e algo nas mãos que se não me falha a memória era um casaco. Assim, ele ia abordando todas as pessoas da fila (que casualmente, eram só mulheres) independente de sua idade, cor, estatura ou perfil. Inclinava a cabeça pro lado e, evidentemente se não fosse a situação, às vezes parecia lúcido, considerando-se o seu olhar de encantamento para a pessoa a qual se dirigia. Falava pausadamente, com os olhos parados num ponto fixo e a boca branca (espumando), o que me sensibilizou pois eu vi que não se tratava de um malandro e sim de uma pessoa com dificuldades mentais, me fazendo refletir um pouco sobre tudo aquilo. Segundo a senhora que estava na minha frente, ele aparece por lá todos os dias e, dessa maneira calma e inofensiva, vive fazendo as mesmas perguntas. Triste isso, né!? Passei por ele ainda algumas vezes antes de pegar o trem, e ele me cumprimentou em todas elas! (E tem gente sã - com saúde mesmo - que sequer dá um "bom dia"!) Fiquei pensando, pena porquê?! Quem disse que ele não deve ser feliz assim, né?!
Stazione Livorno Centrale
Entrando no trem (no trajeto Livorno-Gênova), vi que as cabines todas estavam ocupadas. Funciona assim: ao longo do trem se distribuem cabines, uma atrás da outra, com seis poltronas sendo que três acentos ficam de frente para outros três. Eram famílias, grupos de adolescentes, rapazes, vovozinhos e eu, à procura de paz e tranquilidade (porque eu realmente precisava dormir), inventei de sentar na cabine onde havia duas meninas, sendo que uma delas era freira. (Até aí, tudo bem!) A outra desceu logo - na estação seguinte - e ficamos por uma ou duas estações "tranquilas", eu e a freira. Estava quente, o ar condicionado não dava conta (pra variar), tentei abrir a janela, estava emperrada, trocamos algumas palavras (descobri que ela é indiana e ela, que eu sou brasileira), troquei de lugar, nos acomodamos... Depois desses minutos iniciais, eu já estava sem o tênis, com as pernas pra cima, com fones de ouvido, escutando uma musiquinha (como pedi a Deus), entrou na "nossa" cabine um senhor (de mais ou menos 50 anos) loiro, alto, careca, cabeludo e desdentado (!) e, depois de MUITO circular (num espaço de praticamente 2m²!!! Como ele conseguiu caminhar tanto ali dentro!?), pediu que eu tirasse minhas pernas para que ele pudesse sentar na minha frente. Eu, pega de surpresa, acabei atendendo o pedido, tirei e ali ele se sentou. Acontece que não só ele é grande como minhas pernas também! Resultado: batemos os joelhos algumas vezes enquanto ele tentava se organizar, entre a mochila e os embrulhos que carregava até que ele me pediu desculpas e se justificou dizendo que precisava da mesinha (que só tem nas janelas) para apoiar a comida, pois queria "mangiare". A freira (esperta!), pulou para a primeira poltrona, na minha frente, perto da porta, se afastando dele. Eu, não aguentei tanta "bateção" de perna e inquietude e acabei pulando para a poltrona do meio, na posição oposta à dos dois, de frente para eles. Fechei os olhos, tentei dormir com o fone no ouvido para disfarçar o barulho que ele fazia, falando sozinho, mexendo-se, abrindo vários fechos da mochila e sacolas plásticas. Quando estava quase abstraindo a sua presença, ele abriu uma PET de refrigerante e o gás deu um banho em meus pés! (aff!!!! Contei até 100!) Quando me dei por conta, estava um cheiro de FRANGO ASSADO na cabine inteira! (Caramba, fiquei pensando, deve ter sido castigo por eu ter comido muito cheetos quando eu era adolescente!!! Só pode!) Imaginem vocês num trem sem circulação, cheirando a frango (e escutando aqueles barulhos do "gentil" senhor desdentado comendo), sem ar condicionado, sentados de costas para o sentido de movimentação: dito e feito, comecei a passar mal! À essas alturas, o celular já estava sem bateria, a freira já tinha falado com todas as amigas nos seus (dois!) celulares e o cara continuava comendo (e oferecendo uma imitação barata de batata rufles)! Ele estendeu, inclusive, uma toalhinha (de rosto mesmo, felpuda!!!) sobre a mesa, tal era o banquete! A freira indiana só me olhava e esboçava um riso. A fiscal ainda tentou (ou não! rsrs) resolver o problema do calor fechando as janelas para que o ar pudesse refrigerar mas foi sem sucesso e logo voltou a abri-las. Nem preciso dizer que o cheiro se impregnou, né!? Levantei, dei uma olhada nas outras cabines, mas estavam todas cheias. A situação foi ficando pior a cada minuto porque eu já tinha perdido minha paciência. Não conseguia dormir por causa do calor, do cheiro e do cara, que bufava, pendurado no pouquinho de ar que saía do ar condicionado, depois do frango, da batata e do pêssego que ele comeu. Assim foi mais ou menos uma hora e meia de viagem onde eu aprendi que tem horas que não adianta se fazer de morta nem ser boazinha (mesmo que na frente de uma freira, tem que reclamar!) e que mesmo que a freira tenha dois (ou mais celulares) não há linha direta com Ele (O todo poderoso) e a situação não vai se resolver por si só, pelo contrário, pode até piorar!
A Chiesa di Santa Maria della Steccata em Parma, vale a visita, mesmo que você não seja religioso nem arquiteto. Trata-se de um santuário Mariano do século XVI elevado à basílica em 2008. É um prédio localizado no centro da cidade, em meio às outras construções mas não pode passar despercebido pelo seu estilo que passeia entre o renascimento e o barroco. Apesar de completamente inserida na paisagem, a igreja destaca-se ao longe pelas cúpulas que, mesmo não sendo muito altas, formam um belíssimo conjunto terracota (maciço) em plena Piazza Garibaldi. O prédio abriga o Museu Constantiniano que acolhe, além de tumbas de célebres religiosos e emblemas familiares (Galleria degli Stemmi) de centenas de cavalheiros que, durante anos, lutaram pela ordem Constantiniana de São Jorge; relíquias de objetos em prata e ouro, usados pelos pontífices durante as celebrações. O trabalho de entalhe da sacristia é um show à parte e os detalhes dos objetos pessoais, livros, santinhos e outros, completam a coleção. É de fato um privilégio visitar ambientes tão íntimos como a sala Borbonica onde estão vários objetos pessoais ou até mesmo a sacristia, onde está o cálice usado pelo Papa João Paulo II, em razão de sua visita à Parma.
Vista externa da Chiesa di Santa Maria della Steccata
Sepulcreto dos duques Farnesi
Relicário doado que contém um pedaço da cruz e do manto e um espinho da corôa de Jesus Cristo.
Galleria degli Stemmi com todos os brasões a eles consagrados
Sacristia
Cálices
Objetos pessoais






















