Ahh, hoje o tempo colaborou e eu pude dar um passeio maravilhoso “al mare”! Desci no ônibus costumeiro (39) mas me passei da estação (de trem, metrô e ônibus) Principe e fui parar noutra: Brignole lá no final da linha. Na verdade, eu confundi as duas pois achei que o 39 parasse na frente da estação Principe, mas não para... Bem, como tinha decidido ir de ônibus pra aproveitar a paisagem, lá peguei o primeiro ônibus que vai pra Verni, o 17. Como é sábado estava muito cheio e demorou bastante! (Sabia que a distância era de 4 ou 5 km e demorou meia hora, mais ou menos.) Mas como eu andei sem destino, fui observando o caminho... Passei por umas pontes (de longe parecia concreto) altíssimas muito legais, por grandes avenidas, viadutos, pequenos negócios, carros engraçados, luxuosos... Em Verni, segui as placas que me pareciam interessante. Nada que indicasse onde é o mar, só os museus. Mas acabei indo pro lado certo. Sabia que o mar estava num nível mais baixo que eu e logo adiante vi uma descida, em uma ruazinha sinuosa, com sorveteria, bar, café e focacceria (não podia faltar, neh?!). Em seguida enxerguei o mar. Claro, quem tá “acostumado” com as areias branquinhas das praias brasileiras Ipanema, Copacabana... (Cassino, então! Nem se fala!), leva um choque (mesmo sabendo que se encontraria) com tanta pedra! Eu pensava: bom, tem que ter areia! Senão, como eles fazem pra tomar banho de sol!? Hihihi santa inocência minha! Ué, eles tomam sol em cima das pedras! Por isso não se usa canga e sim uma espécie de espuma, ou até mesmo a toalha, que ajuda quando as pedras são pequeninas. Ali, de frente para o mar, me perguntei: direita? Esquerda? Lá estava a placa dos museus novamente! Segui. Entrei numa passarela com um gradil “azul calcinha”. De um lado, o mar batendo nas rochas, de outro, construções, árvores, pequenos recantos. Estava provado que a gente sempre quer saber o que vem depois de uma curva, especialmente se a vista é diversificada e maravilhosa, como a que eu via. O caminho cheio de curvas me fazia andar mais e mais. Havia pequenos cafés e creperias com suas mesinhas ao sol, lojas de presentinhos, souvenirs e artigos de banho, restaurantes em áreas cercadas com piscinas e espaços de jogos (carta e ping pong) e havia algumas construções históricas que iam de museus, fortificações e até uma igrejinha. Todas elas se “revezando” com as muralhas e com a estrutura de trilhos do trem. Belíssimo! O sol, o vento, as nuvens e até a chuva colaboraram já que quando o sol ficava muito quente, as nuvens vinham para dar uma amenizada e depois a chuva fina e passageira fizeram com que eu curtisse uma bela manhã de verão. De almoço, desfrutei uma pizza de champignon, presunto e tomate no solzinho do restaurante Focacceria Marinela acompanhada pelas pombas e alguns passarinhos que pousavam naquele gradil onde, algumas vezes, apoiava meu braço, na tentativa de olhar a espuma branquinha, clarinha, do mar, logo abaixo de mim. A música era apenas o som forte do vento tremulando as toalhas de mesa e da água batendo nas rochas. As cores que eu enxergava eram tons muito vivos, ao sol, (o azul do mar, a espuma branquinha e as pedras marrons) contrastando com os tons de ocre, amarelo e coral das construções que pintavam de sépia o cair da tarde.







