Pausa pra falar de trabalho. Na manhã de sexta-feira, 08 de julho, conheci a Professoressa Dell Brenna! [Diga-se de passagem, que pessoa simpática! Ah e digo isso não por protocolo...] Ela me chamou para assistir sua última aula do semestre no curso de especialização em restauro. A aula foi interessantíssima, sobre o artista Cristian Boltanski e sua obra Personnes apresentada em Paris que se apropria de instalações industriais, anteriormente ociosas, para expor suas obras e toma partido para, a partir disso, interagir com o ambiente, provocando no público novas reflexões e sensações sobre um tema "tão batido" como a introdução da indústria e dos meios de produção no cotidiano da sociedade. Na segunda parte da aula, foram apresentadas belas fotografias de Enrico Pocopagni cujo tema consistia na interpretação de ruínas industriais e foram feitas algumas provocações sobre o tema. Aqui, com os meus botões, é engraçado como as coisas são... o projeto inicial do meu mestrado era elaborar uma análise história e arqueológica de uma determinada área fabril que, ainda atualmente, se encontra em ruína, na cidade de Pelotas/RS. Contudo, fui aceita em um programa de pós graduação em história e, como a gente sempre pretende fazer mais do que realmente pode, acabei optando por deixar de lado o âmbito arqueológico da pesquisa [sobretudo porque não havia nada escrito sobre o espaço escolhido e a pesquisa histórica me tomaria muito tempo]. No doutorado, por estar em uma cidade desconhecida (Rio de Janeiro) preferi continuar no tema Zonas Portuárias e, novamente, me dedicar ao aspecto histórico [ao menos por enquanto]. O engraçado é que mesmo anos depois, ressurge a arqueologia urbana e industrial tangenciando meu trabalho acadêmico e se mostrando novamente como uma linha alternativa de pesquisa. Desejo profundamente, embora não veja como, que eu possa englobar essa questão que me fascina tanto, embora eu tenha tão pouco conhecimento sobre ela.
2 Responses
  1. Flôr...que demais estar em contato com outra cultura, outros ares e se descobrir escutando coisas que já sabias hehe ah e bateu uma invejinha branca daquelas... um dos meus assuntos prediletos e atualmente esquecido por falta absoluta de tempo...restauração...ah que ainda quero explorar muitoooo isso...


  2. Mardi Says:

    Pinkkk, pois é, sabes... no Brasil se ouve muito falar em restauração mas acho que ainda pra nós pesquisadores é tudo "meio distante", sabe!? Aqui se respira restauração. Não tô dizendo que aqui tudo é lindo e aí ainda estamos engatinhando... mas é que aqui a "restauração" não é um bicho de 7 cabeças... Claro, aqui se vê as mesmas coisas que acontecem aí: pessoal "de fora" ganhando concursos de forma suspeita, corrupção, roubos... Mas me parece que aí ainda tem aquela ideia (errônia) de que o restauro está muito distante. Não sei se me entendes!? Enfim, isso daria muuuuito texto por aqui.