Caros, este feriadão (dia 06.01 se comemora, inclusive, a Befânia sobre a qual posso falar mais adiante) fomos às montanhas!! A primeira coisa que chama atenção durante a viagem são as cores da paisagem. Os campos invernais (porém de cores quentes e ensolaradas) prenunciam, ao horizonte, uma moldura branca e gélida das montanhas ao longe. Que contrastes! De cores e de sensações! É como se no calor seco da estrada onde estamos pudéssemos sentir o ar frio e úmido dos alpes. Pouco a pouco o panorama vai se modificando e à medida em que vamos subindo vai ficando mais uniforme. Agora víamos somente o branco da neve (camadas de quase um metro de espessura!!), o asfalto nas curvas do caminho e a madeira das casas. Na chegada, lá em cima, amigos e uma árvore caduca - porém com lindas florzinhas vermelhas - nos recepcionavam. A casa, com a calefação à toda, nos acolhia. Eu, ainda muda (e sem cair a ficha), tentava uma afinidade com a neve que teimava em me fazer escorregar! Em vão! Primeira voltinha que demos, lá do alto de um singelo morro, caí! E depois de ver que estava tudo no lugar (embora dolorida porque escorreguei numa parte dura, de gelo), pude dar algumas risadas com a Manu me erguendo a mão para que eu me levantasse. Depois do primeiro passeio, fomos ao açougue buscar guloseimas para a janta e, porque já era tarde, voltamos pra casa.






Gente, depois de uma experiência nas montanhas italianas (cujos relatos devem vir mais adiante), lembrei de um filme há pouco visto, mas que não sairá da minha memória tão facilmente. Alguém aí já viu "Into the Wild"? A obra tem direção de Sean Penn e aqui vocês encontram sua sinopse. O filme parece, pelo seu resumo, meio bobinho (um recém formado que sai pelo mundo em busca de autoconhecimento!? Tá bom...), mas de fato não o é! A película aborda os enigmas e os confrontos/proximidades das relações humanas, dentro de um espaço selvagem, seja ele na cidade grande ou em áreas desérticas. Talvez esse seja um dos grandes ensinamentos da história. O reconhecimento de que seja qual for o lugar, ele sempre será selvagem pelos embates individuais, de cultura e ambientação do nosso cotidiano. O filme é extremamente forte e comovente, na medida em que apresenta as cenas "nuas e cruas", como verdadeiramente são, despindo a realidade de qualquer pudor ou maquiagem. De minha parte, é incrível como as coisas ganham sentido quando se está longe de casa (e talvez fosse esse sentido que ele, o personagem, buscava) e o mais curioso é que descobrimos que para as coisas fazerem sentido, é necessário dividi-las com os que amamos. Contraditório, não!? Bem, eu podia estender esse debate, mas não quero desencorajá-los a ver o filme por contar demais. Não sou do tipo que conta o final! Risos. Mas depois desse tempinho sem postar, devo dizer que é bom estar de volta, jogando os pensamentos ao vento e, quem sabe, dividindo alegrias com os que amo!?! Acho que é isso que eu desejo à todos para o próximo ano: mais compartilhamentos! Seja de aventuras e novas experiências, seja de sorrisos e de amor! Que venha 2012!
Então é o seguinte, há tempos ando vendo coisas que estão me deixando intrigada. E aqui vai outro post sobre o Facebook... Desde ontem vi uma daquelas fotinhos compartilhadas sobre as lendas brasileiras x (isso mesmo, versus) Halloween. Gente, pelamordedeus! Desde quando para exaltarmos a(s) nossa(s) cultura(s) é preciso denegrir a(s) de outrem?! Sinceramente, já passamos disso, não?! Não sei se fui (só) eu quem mudou ou se realmente as coisas mudaram, mas acho que essa coisinha de falar mal dos Estados Unidos já tá mais do que passada, não!? Não quero defendê-los, muito menos acusá-los mas acho que já esgotou essa história de que ELES são malvados e o resto do mundo é bonzinho... Basta! Agora, vão dizer que as nossas crenças são "mais" do que as deles?! É o tipo de comentário desnecessário. Não vejo problema, sinceramente, em comemorar o Halloween, mas sim em esquecermos as nossas lendas e histórias. Isso é grave. Só isso. Agora, o discurso parece distorcido e, assim, estaremos fazendo com eles o mesmo que um dia fizeram conosco: negando suas crenças e seus costumes. Absurdo. Acredito sim, que deveríamos ficar "cada um na sua", no sentido de cultivar e preservar nossas raízes (independente de quais sejam) mas não no sentido de não nos misturarmos. Logo nós, os brasileiros, que somos a mistura de tantos imigrantes definitivamente não podemos sustentar esse discurso!

Eu gosto muito do Facebook! Além de podermos retomar contatos, mantê-los e até estreitá-los (pense que estou muito longe da terrinha rsrsrs), é um instrumento muito democrático e, até diria, indomável. É como se você estivesse em plena companhia (remédio para quem vive ou se sente só) às 7h da manhã de um domingo, ou às 15h de uma terça-feira. É "só" acessar e ele está lá, te contando o que está pensando, curtindo ou compartilhando; "diz" as coisas que você nem estava procurando ouvir e, por vezes (além de uma profunda poesia ou de uma bela foto), "fala" (poucas) coisas importantes (como uma nota crítica ou de protesto) ou pequenas coisas como um "oi, como vc está?", "tô com saudade", ou "vamos marcar aquela janta!?"... Coisas que servem para parar alguns segundos o seu dia, para, despretenciosamente, retomarmos o fôlego. Contudo, infelizmente, essas coisas se perdem no vento. E no tempo. Não faz muito, lembro dos cadernos de aula, sempre rabiscados com palavras, e desenhos de carinho, joguinhos e declarações de amor. Estavam ali por pelo menos um ano, marcados. Mesmo depois das brigas, decepções, desamores. Continuavam ali, como comprovações de que um dia, de fato, existiram. E levavam mais tempo para serem apagados com a água do mar. Sim, o tempo é relativo, eu sei. [Também tinha a impressão de que o tempo demorava para passar. Afinal, eu queria ter 15 anos e esse dia não chegava nunca!] Mas e o espaço? Bom, aqueles cadernos e agendas ainda estão lá. [Toda criança acha que seus códigos, abreviaturas e desenhos nunca serão descobertos hihihi, então, com certeza estão lá!] Mas e hoje? Bom, hoje o tempo é relativo. O espaço (principalmente o virtual, antes visto como infinito) também tornou-se relativo. a prova disso é o Facebook: todo e qualquer conteúdo nele escrito tem hora marcada para expirar, quando aquela barrinha de rolamento chega ao fim. A paciência também chega ao fim. A memória também chegou ao fim. Tentando resgatar algo que me tocou muito essa semana, publico aqui um vídeo que assisti muito sem querer (num blog de interiores), mas que me deixou com o coração feliz - apesar de tantas lágrimas nos olhos - por saber que há algo e alguém do outro lado do oceano me esperando...

Sim, é bem comercial... mas tenta abstrair isso, se colocar no meu lugar e levar pro lado mais "emotivo"! Afinal, sou sensível como uma pétala de rosas. :)
Pausa para um papo sério. Ainda hoje (quase 4 meses depois) não sei como as coisas aconteceram, isto é, como vim parar aqui? O que eu quero dizer é o seguinte: sempre me imaginei na Itália, a estudo ou a trabalho (não é à toa que estudei italiano tanto tempo!) mas me parecia algo muito distante e sempre fazia parte de um projeto futuro. Mesmo embarcando do Rio pra cá ou quando cheguei, e ainda hoje, não me parecia (parece) nada real. Várias vezes acordava pensando que era um sonho (sério! rsrsrs) e tinha que me perguntar onde estava... Acontece que ultimamente tenho notado a reação das pessoas às quais eu me apresento e já ouvi muita coisa estranha, todas elas no sentido "você está doida!?". Trocar o Brasil, terra em pleno progresso, a maior potência da América do Sul, por um país como a Itália, em completa decadência??? Rio de Janeiro, terra tropical, clima agradável, pessoas alegres e felizes, onde há festa, carnaval e praia por uma cidade melancólica, fria, sombria, com pessoas "de Mrd@" ?! [Juro, essas palavras já ouvi muito desde que cheguei.] Em suma, me perguntam o que "diabos" estou fazendo aqui!? Se estou gostando? Se tenho vontade de ficar? E quando respondo que gosto sim, ficam impressionados e não conseguem me entender. A parte norte da bota (genovês em especial) tem fama de ser um povo mais fechado (e, segundo eu, rabugento) enquanto que a parte sul, mais receptiva e acolhedora. A maioria daqueles à quem, por uma razão ou outra, explico parte da minha pesquisa, não entende como posso estudar um porto que, para eles, não serve de exemplo, mesmo tendo sido ele (o porto), responsável peloo acúmulo de tanta riqueza um dia já pertencida à cidade. Imagino, pois, que o porto também figure como um símbolo da decadência lentamente sofrida ao longo dos últimos séculos e dedicam a ele a razão da cidade se encontrar como tal: em crise política, social e econômica. Cheguei ao cúmulo de ouvir uma "tremenda" asneira (como diria minha coinquilina), que se referia ao fato de eu estar aqui para "copiarmos" o modelo italiano a fim de aplicá-lo no Brasil. (Como se fosse possível copiar os padrões de urbanismo de uma cidade pra outra, como que carimbando-os independentemente de suas peculiaridades - o que, embora já tenhamos visto em outros lugares, sabemos que isso dá péssimos resultados; como se eu tivesse o poder de fazê-lo; e o pior: como se eu o quisesse...) Fico bandida com esses comentários! Quanta ignorância! Quanta prepotência! Quanto sub-julgamento! Quanta contradição! Enfim! Contudo, afora esse juízo de valor (se serve ou não como exemplo à nós ou a qualquer outro lugar, não interessa...), mas considerando a hipótese de que eu um dia concorde com eles (o que acho muito difícil), me lembro de uma coisa que meu pai sempre me disse: "minha filha, até o mal exemplo é um bom exemplo." E hoje, pensando bem, acho que esse deveria ser o lema do urbanismo contemporâneo. Talvez esteja aí a resposta para toda minha pesquisa.
O carnaval  de Veneza (como o conhecemos hoje) surgiu no século XVII (embora já haja registro no século XIII) e era o momento em que a nobreza se "misturava" com o povo, disfarçando-se durante os dez dias de festa. Daí a invenção da máscara. Definitivamente as máscaras de Veneza são "uoww"! rsrs Claro, não devem se comparar com as antigas, não é!? Atualmente, tem aquelas muito parecidas com as do "camelô" brasileiro (1ª foto), que custam entre 10 e 30 euros (dependendo do lugar e do tamanho). Um pecado, porque se vê que são feitas em qualquer lugar (até no Brasil, quem sabe?!) e que chegam aqui supervalorizadas, somente pelo fato de haver a tradição dos carnavais da cidade. Mas há aquelas lindas máscaras artesanais de papel machè (onde, se bobear, podemos até ver o artesão as produzindo) que custam a partir de 70 euros mais ou menos, embora as tenha visto por até 150 euros (como aquelas utilizadas em peças teatrais). Caro né? Também acho! Enfim, é uma pena que esse costume de fazer máscaras tenha se tornado algo tão inacessível ao grande público! Aliás, como acontece com toda tradição que é "taxada" de patrimônio imaterial, que tem como resultado o distanciamento de quem realmente lhe dá significado, ou pelo congelamento no tempo, ou pela supervalorização ($) de tais atividades. Fico me perguntando... o que podemos fazer contra isso?






"Por aí" achei esse vídeo com algumas fantasias, espero que gostem:
Com certeza é possível ficar o dia inteiro "só" observando Veneza. É a tal cidade que ninguém cansaria de apreciar, compreender e adorar. Lá tudo é mesmo inimaginável e tudo chama muito a atenção. Misteriosa (e às vezes incompreensível), convida, atrativamente, à nos perdermos e nos acharmos, num passatempo gostoso em busca de descobri-la e, conjuntamente, de nos descobrirmos. Nesse clima romântico e fantasioso, lhes deixo mais fotinhos desses dias encantadores que vivi por lá.





De fato existem muitos gondoleiros em Veneza! A existência desse personagem é antiga e, diz a lenda que pela sua proximidade com os nobres citadinos que usavam seus barcos, sabiam de tudo que se passava na cidade antiga, inclusive dos casos (escusos) de amor que começavam por ali mesmo. Sua vestimenta primeiramente (séc XVII) era toda preta e só mais tarde, depois da segunda guerra, é que começaram a vestir as camisas listradas. É uma profissão basicamente masculina geralmente passada de pai para filho e, também pela grande quantidade de gondoleiros que há hoje, somente 3 ou 4 guildas (licenças) são liberadas por ano. Somente no ano passado que a primeira mulher conseguiu sua guilda. A tradição é tão forte que criou-se um dialeto entre eles, uma mistura de italiano, espanhol e árabe e, pelo que reparei, só há música se os clientes contratarem um cantor, que geralmente vem acompanhado de um acordeonista. Na verdade, o ritual é muito bonito. O gondoleiro é sempre cordial e alegre, principalmente com as damas, fazendo jus ao estereótipo do "amante latino" e se põe sempre bem alinhado e muito vaidoso em seus passeios. Sempre de calças pretas, camisa listrada (branca com preto ou vermelho), sapatos bem lustrados e chapéu de palha, sempre combinando com as gôndolas negras e elegantes. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que as tradições foram postas de lado (a fim de angariar cada vez mais clientes) e as gôndolas foram se modificando, com acréscimo de luzes, pinturas neon e almofadas coloridas. Uma tragédia! rsrsrs Porque na verdade nunca houve regras estabelecidas, mas sim códigos implícitos e, naturalmente, criados que serviram durante anos, os quais tiveram de ser retomadas, a fim de manter um pouco da ordem e da originalidade. Bom, sei que esse pode ser um assunto polêmico, se levarmos pro plano antropológico e patrimonial (e já li tanta besteira sobre isso!!!) que nem quero tocar nesse assunto. Mas quero deixar claro que eu adorei ver os estaleiros onde as gôndolas são produzidas (que atraem ainda hoje centenas de milhares de turistas) e fiquei imaginando como isso funcionaria naquela época onde andar de gôndola não era uma atividade puramente turística. Sim, porque um passeio de mais ou menos 20 minutos custa atualmente cerca de 100 euros (ok, ok, cabem até 4-6 pessoas ali dentro) o que não o torna assim tããão barato, de "livre" acesso aos moradores!






Bommm, mas muita coisa (boa) aconteceu desde meu penúltimo post (do dia 19 de setembro, onde eu estava tãoooo animada) e este último que precede (de hoje). Falemos agora de coisas boas! risos. Bem, eu os tinha deixado para dar uma passeada na espetacular Veneza! É dificílimo resumir aquela viagem (talvez por isso tenha demorado tanto a escrever sobre ela) e acho que renderá muitos outros posts futuros... Chegando na estação de trem Santa Lucia (é aquela do centro histórico) dou de cara logo com uma mocinha usando um belíssimo chapéu rosa, o sol contrastando com a cúpula da Chiesa San Simeone e, ao fundo um grande canal (por isso, o dito Canal Grande) pensei: Estou em Veneza!!! (iupiii) O tempo até ameaçou dar uma chuviscada, mas logo se comportou. Peguei um mapinha no posto de informações turísticas (lotado de estrangeiros) logo na saída da estação e comecei a me dirigir ao albergue onde eu iria ficar naqueles dias. Já fiquei encantada com a cidade: os canais (com as charmosas gôndolas) e a maneira como ela se estrutura (tudo feito através de barcos, desde o transporte de pessoas como o de mercadorias), tudo muito diferente! Naturalmente leva-se um tempo para entender seus costumes (hábitos e sociabilidades), funcionamento e, principalmente, seu mapa (mesmo para mim, que sou arquiteta). Mas isso tudo só torna a estadia ainda mais gostosa porque aos poucos fui a descobrindo, sem pressa, sem direções.




Oi amiguinhos! risos Agora é pra valer: estou voltando com o blog (a quem interessar possa) porque apesar da minha revolta de não conseguir interagir tanto com vocês, acho necessário para que eu possa desabafar (por exemplo), poupando os santos ouvidos de quem me escuta todo dia. (Né, Rômulo?!) Bom, aproveitando o clima de revolta, vos digo como foi minha viagem a Portugal: UM ARRASO (como diria um colega - Nilton Santos - que conheci lá no congresso), em todos os sentidos! As coisas boas que aconteceram foram muuuuito boas, mas em compensação as ruins.... Aff! Já de arrancada, (depois de uma revista detalhada, rigorosa e até vergonhosa) não permitiram eu embarcar com os "pestos e pastas de azeitonas" que eu havia comprado como presente para os amigos brasileiros que encontrei por lá. Tentei despachar, enrolei a sacola naquele "pack" lá (paguei mais dez euros), quando cheguei no balcão a atendente não deixou embarcar pois estava em cima do "laço" e o avião estava partindo. Voltei nervosa para a revista, esperando pegar uma outra esteira e que me deixassem passar. Sem sucesso. Ainda tive que "aturar" os fiscais dizendo: Ahh, que pena que vc não vai comê-los, pois são pestos "buonissimi"! Aaargh! Mas não tenho do que reclamar do congresso: gente bacana, despida de vaidades e com o intuito de aprimorar seus trabalhos e de seguir (sempre) em frente! Conheci bons colegas, ótimas pessoas, descobri amigos, aprendi, cresci. Por outro lado, a volta (principalmente) foi muito conturbada! Fomos mais cedo pro aeroporto, num serviço de transporte do próprio hotel, pra não dar erros e para justamente evitar o transtorno que tive na ida. Rosângela, amiga e professora orientadora, embarcou sem problemas (graças a Deus!). Mas meu vôo Lisboa-Madrid atrasou 1 hora. Sem bateria no celular e com a internet expirada, só restou esperar... Na conexão, ainda sobrariam 20 minutos para embarcar no segundo vôo, para Gênova. Sabendo que o aeroporto de Madrid é gigante, desci correndo do avião, cheia de sacolas e com a pesada mochila dos eletrônicos (câmera fotográfica e computador). Como sou azarenta, lógico que o portão de embarque era justamente do lado oposto daquele que desembarquei. Óbvio! risos. Saí correndo, cansada, feito uma doida, e quando cheguei no dito portão 95, o embarque havia sido trocado para o 89 (acho). Depois de alguns segundos de tensão (pois via os dois portões vazios e fechados), reparei que o 2º vôo também estava atrasado. Foi aí que me deu vontade de chorar. Sério! Mas por eu estar tããão cansada, não consegui chorar. Me certifiquei com o casal de senhores que estava ao meu lado sobre a situação. Respirei fundo e sentei. Logo depois do embarque, tomei uma vitamina C para acalmar a dor no corpo (que parecia inclusive um princípio de resfriado). Tirei as botas, relaxei. Chegando ao aeroporto de Gênova, tive a "feliz" notícia de que minha mala tinha sido extraviada! Pode!? Claro que pode! (Afinal, o sujeito da ação - passiva - era eu! risos) Lá fui eu para o setor de malas perdidas. Havia duas opções: ou eu buscaria (sabe lá quando) ou eles me entregavam (ótimo! Escolhi essa opção!), mas nesse caso, tive que deixar a chave da mala para uma revista policial, caso seja necessário. Depois de uma ligeira briga com a atendente (pois eu queria garantias que só o policial abriria a mala e ainda assim, estava com medo de sumir coisas e, dessa vez, com o aval da polícia genovesa), concordei em deixar a chave em um envelope lacrado, na esperança de não ter que pagar (novamente) uma fortuna de táxi. Porque, tudo bem, se o erro fosse meu, eu pagaria várias vezes quantos táxis fossem preciso. Mas o erro não foi meu e o prejuízo, além de moral (pois eu teria que ficar um tempo sem NADA), seria financeiro. (Eles não pagam o táxi para que eu vá buscá-la.) Enfim! Hoje acordei com a esperança de que ela chegasse (no primeiro vôo da manhã) mas descobri que só existe UM vôo Madrid Gênova, à noite. No final das contas, só vou ter a mala amanhã! Afff! E eu posso fazer o que? Reclamar para o bispo?