A Chiesa di Santa Maria della Steccata em Parma, vale a visita, mesmo que você não seja religioso nem arquiteto. Trata-se de um santuário Mariano do século XVI elevado à basílica em 2008. É um prédio localizado no centro da cidade, em meio às outras construções mas não pode passar despercebido pelo seu estilo que passeia entre o renascimento e o barroco. Apesar de completamente inserida na paisagem, a igreja destaca-se ao longe pelas cúpulas que, mesmo não sendo muito altas, formam um belíssimo conjunto terracota (maciço) em plena Piazza Garibaldi. O prédio abriga o Museu Constantiniano que acolhe, além de tumbas de célebres religiosos e emblemas familiares (Galleria degli Stemmi) de centenas de cavalheiros que, durante anos, lutaram pela ordem Constantiniana de São Jorge; relíquias de objetos em prata e ouro, usados pelos pontífices durante as celebrações. O trabalho de entalhe da sacristia é um show à parte e os detalhes dos objetos pessoais, livros, santinhos e outros, completam a coleção. É de fato um privilégio visitar ambientes tão íntimos como a sala Borbonica onde estão vários objetos pessoais ou até mesmo a sacristia, onde está o cálice usado pelo Papa João Paulo II, em razão de sua visita à Parma.

Vista externa da Chiesa di Santa Maria della Steccata

 Sepulcreto dos duques Farnesi
Relicário doado que contém um pedaço da cruz e do manto e um espinho da corôa de Jesus Cristo.


Galleria degli Stemmi com todos os brasões a eles consagrados

Sacristia

Cálices

Objetos pessoais

Ahhh, eu sou apaixonada por chapéus!! E se eu pudesse, os usava sempre! Não é que no passeio por Parma vi duas chapelarias lindinhas!? Uma (a primeira) eu consegui entrar e pedi para fotografar o interior da loja. A senhora ficou me olhando, sem entender nada até que criou coragem e me perguntou pra que eu queria tais fotos. Respondi que era pro meu acervo pessoal e ela continuou sem entender nada. Será que eu passei por louca!? Mas não é possível que nunca ninguém tenha entrado ali e tenha tirado UMA fotinho que seja... Bom, como ela ficou me observando o tempo todo (e eu sou marinheira de primeira viagem no manuseio com a máquina) as fotos não ficaram lááá grandes coisas, mas valeu a pena... Quem sabe um dia volto lá e compro um pra mim?! Já fiquei me imaginando chiquééérrima de chapéu, nas gôndolas em Veneza  (com o meu moreno do lado, claro)... srsrrs







A cidade de Parma é pequeniníssima! Fazia muito calor e a viagem foi cansativa: dormi mal por conta do calor de Gênova, acordei tão cedo (!), troquei de trens e, para completar, não consegui dormir na viagem! Logo que saí da estação de trem, peguei uma das vias principais, Via Garibaldi. Observei as vitrines das lojas, as "exuberantes" salumerias, os vicos (pequenas - e charmosas - ruas) etc. Cheguei no prédio da universidade que fica em frente de uma praça seca (Piazza della Pace), atravessei a sua galeria e cheguei à Ponte Verdi. Depois de caminhar um pouco ao longo da Torrente Parma (que, nesta época do ano está, na verdade, seca) fiz o caminho inverso e cheguei novamente na praça, onde tinha um ponto de informações turísticas, juntamente com a venda de souvenirs e de artesanato local.




 Piazza dell'Università

 Ponte Verdi

 Piazza dell'Università

Outro dia fui à praia (aqui na cidade mesmo, no Corso Italia) e parei num restaurante para comer uma saladinha. (fomeee!) Era fim de tarde, passado das 17h, e logo ligaram o som. Não é que a primeira música que tocou foi uma do Tribalistas?! Até fiquei alguns segundos com confusão mental, pensando se seria mesmo a música que eu estava escutando (?!). E foi:
Apesar de eu nem gostar muito do Tribalistas, tive que cantar... foi legal ouvir uma música brasileira, assim, de primeira, na seleção de alguém, né?! Logo em seguida veio uma música de um ritmo angolano que está fazendo "o maior sucesso" aqui (rsrsrs tá, mais em Portugal do que na Itália!), neste verão, o Kuduro. [Segundo uma rápida pesquisa no google, há grupos de dança e bandas inclusive no Brasil, principalmente no Rio e em Salvador. Tem, sobretudo, alguns canais específicos para o ritmo como esse aqui, do youtube.] E foi mais ou menos assim que eu vi um menininho de uns 7 anos dançar (ele sabia do início ao fim a coreografia!):
Então, resumindo, é como uma mistura entre macarena, axé, aeróbica e funk... e esse menininho está no caminho daquele outro!




Acabei de chegar do supermercado e lembrei de contar uma coisa pra vocês. Se você for ao Carrefour (simm, aqui tem Carrefour) e precisar de um carrinho (daqueles grandes), deve pagar/inserir uma moeda no cadeadinho (se não me engano, de um euro). A outra opção é usar aquelas cestinhas com rodinhas e alça, sabe? Bem, pra mim no fundo dá no mesmo que o carrinho... então sempre vou mesmo de cestinha. Além disso, a maioria dos supermercados é pequena, com corredores estreitos e, acho que pagar pelos carrinhos acaba desestimulando e evitando aqueles trambolhos no meio do caminho... rsrs No caixa, você deve pedir dei saqueti (aquelas bolsas plásticas), caso não tenha uma ecobag, pois eles não dão assim, de "bom grado" e quando dão, dão apenas uma sacola. [Pois é, pois é. Super ecosaudável!] Aliás, esse mecanismo de maquininhas para inserir moedas é bem utilizado aqui. No banheiro da estação de trem de Milão é necessário inserir moedas para que a porta se abra. Só que a máquina não dá troco, se o banheiro custa 70 centavos e você tiver apenas 1 euro, ralou-se! rsrss E assim acontece com as máquinas de refrigerantes espalhadas por aí. [Sabia que existem comércios só dessas maquinetas de refrigerantes? Salas públicas onde você entra e compra um salgadinho ou petisquinho, refrigerante, água ou suco diretamente na geladeirinha, sem ninguém para controlar ou ajudar. Os "tabacaios", responsáveis por vendas de fósforos, cigarros, bilhetes de ônibus, dentre outras, geralmente têm uma máquina de vendas 24h (tem o formato parecido com o de uma caixa registradora) "acoplada" às portas de seus estabelecimentos pro caso de alguém precisar comprar um bilhete. As farmácias não ficam pra trás. Já vi maquineta de venda de camisinhas e outras coisas liberadas ao público, isto é, sem necessidade de uma avaliação ou de receita médica. Já vi também cabines de sanitários nesse sistema. Eu fico pensando onde está aquela pessoa que poderia estar trabalhando ali, neh!? Que foi substituída por uma máquina? Que coisa! Por outro lado, nós brasileiros estamos mal acostumados com essa história de ter alguém para fiscalizar ou para dar informações ou apenas "para estar por ali", né?
Bom, andar de trem aqui requer um pouco de destreza porque aqui tudo é "self-service"! Primeiramente, por estarmos férias, os horários do site geralmente variam um pouco. Como não é seguro comprar a passagem muito em cima da hora, vá com antecedência até porque o serviço é bem demoradinho (porque as coisas que sempre deveriam facilitar, acabam atrapalhando!?). Outra coisa: bilheteria é bilheteria e informações é informações. Lógico, não?! Mas não adianta tentar conseguir uma coisa no outro lugar... é tempo perdido! Só vá até a bilheteria se você souber o que vai comprar (e se você VAI comprar), sob pena de ganhar uma cara feia ou uma grosseria qualquer... aff! Acho até que já disse isso antes aqui, mas vai de novo: você não compra um bilhete específico com data e hora marcados. Você compra um bilhete com um preço "X" que vale para um certo tipo de trem (que até hoje não entendi quais são) durante um período a contar da data de impressão. Geralmente valem alguns meses. Sei que parece fácil mas até você entender isso direitinho leva algum tempo (acredite!). Sendo assim, estive na estação um dia antes da minha viagem a Parma para comprar o dito cujo do bilhete. rsrsrs Eu deveria partir às 5h45, segundo o site, mas o "bilheteiro" me avisou que eu partiria às 5h36 e que chegaria às 8h28 em Parma, tendo que fazer uma troca em Voghera, às 6h44 (estação "no meio do caminho"). Ok, ok! Achei que tinha todas as informações necessárias, agradeci e fui embora. No outro dia, 5 e pouco da manhã cheguei na estação Brignole e me dei por conta que eu não sabia o destino do trem que eu devia pegar. Essa hora a bilheteria está fechada e NÃO TEM NINGUÉM para dar informações. Ótimo, né? Tentei na cafeteria, ninguém sabia me dizer mas me apontaram um fiscal que, casualmente (como diria meu pai) estava encerrando o seu turno e se dirigia à saída da estação. Lá fui eu pedir informação a ele que me levou ao quadro de horários de partida (será que estes horários estão sempre corretos?! porque já vi que os do site não estão). Ali tinha um trem para Milano Centrale que partiria naquele horário (o macete, nessas ocasiões, é seguir exatamente o horário de partida do trem - 5h36 mesmo, nem um minuto a mais - e ver no painel impresso o número correspondente, o binário e as estações que estão ali marcadas). Feito isso, quando chegar no binário (não esqueça de convalidar o bilhete nas maquininhas! É como um carimbinho feito na hora que você insere o bilhete) é sempre bom perguntar para alguém se é ali mesmo (porque às vezes os trens chegam em outro binário e, quando isso acontece, é alertado no microfone e eu não confio nas, muitas vezes antigas, placas existentes em cada binário, que parecem aqueles despertadores de início de filme americano, com fundos pretos e letras ou números brancos rolantes manualmente, saca? Não sei se vocês conseguem visualizar a situação... rsrsrs). Se as pessoas te confirmarem, é bom ficar "de olho" nos avisos sonoros, que sempre alertam sobre eventuais atrasos ou, como já disse, trocas de binários. Bem, daí é só esperar que o trem geralmente é pontual. Chegando em Voghera, a saga foi procurar o trem que partiria para Parma pois era a mesma situação: Parma não é a estação final e, assim, tive que procurar trem por trem... e tem muitas informações e eu nem sabia se a estação em que eu deveria descer se chamava mesmo "Parma"! Afff, pedi ajuda aos universitários (rsrsrs), um casal ali perto, que também penou pra descobrir onde eu tinha que esperar o maldito. Daí, outra mancada minha: depois de finalmente achar o trem (com destino a RIMINI), fui ao binário 1. Mas o trem partia do binário 1 tronco, um ramalzinho piccolino - pequeno - que sai do binário um, na outra ponta, OPOSTA à que eu estava, lógicoooo! Descobri assim, quando escutei na "rádio": "o trem com destino a Rimini está partindo do binário 1 tronco". Aí, meu amigo, pernas pra que te quero!!! hahaha Bem, mas consegui alcançá-lo e logo segui minha viagem rumo à terra da comilança. Ps.: A estação de Parma, além de não ter grande relevância estética/arquitetônica, estava em reforma e por isso devo fotinhos aqui...


Gente do meu Brasil (ou não rsrsrs) depois de um período em jejum aqui no blog, cá estou estou para mais um post. Pra falar a verdade nem vi passar esses últimos dias. [Foram dias muito quentes por aqui! Daqueles que não dá vontade de fazer nada!] Mas antes de contar sobre a viagem a Parma, preciso falar sobre o que me lembrei hoje: a saga de pegar o trem Milano-Genova. Como fiz umas comprinhas em Milão (não, gente, não comprei a "moda"! rsrsrs Foram só algumas coisinhas que achei numa loja de uma brasileira arretada que tem por lá) e já estava com a mochila cheia e pesada (cachaça e erva mate pesam!! hehehe) decidi por fazer aqueles tours de turismo que sempre tem, sabe? Aqueles paga-mico frustrantes que você pensa: porque fiz isso?! Então, eu fiz! Bem, nem preciso dizer que o passeio foi fraquiiiiiinho fraquinho, né!? Mas serviu pra uma coisa: pra me atrasar para pegar o trem de volta. Olha que legal!? uahauh (hoje tô bandida! sim, notícias do Zorra Total já chegaram por aqui...) Bem, desci do ônibus de turismo correndo e me direcionei à estação... sei que eu tinha uns 20 minutos pra chegar lá (e eu só parei pra pegar uma aguinha*). Cheguei na Stazione Centrale di Milano [que é gigante] e perambulei alguns minutinhos até descobrir a bilheteria que, obviamente (como não pensei nisso antes?) estava superlotada. Vi ao lado aquelas maquininhas (impressionante, aqui na Itália tem máquina pra tudo!) de impressão veloz de bilhetes. Tentei lá. Primeiro, a cretina não achava a estação Brignole [a maior e mais famosa da cidade] - e o tempo correndo - depois tentei ler o elenco das estações que começassem com "Br", foi aí que eu consegui achá-la. Nessa hora, vem aqueles passos todos [que você nunca quer]: 1ª ou 2ª classe? deseja escolher a poltrona? etc etc... E a máquina demora pra pensar... e tem gente atrás de você querendo usá-la e as crianças do teu lado gritando... enfim, tenso! Na hora de pagar, tentei com dinheiro [lógico que não daria] e, desesperançosa, tentei com o Visa Travel. Magicamente o bilhete caiu lá embaixo, na "bilheteria". Estava tão descrente que eu conseguiria que eu nem sei como vi o bilhete impresso. Saí correndo feito uma doida na estação [sem direção nenhuma] até que eu vi a indicação das plataformas no segundo piso, peguei a escada rolante cheia de passageiros parados, fui passando não sei como, cheguei no andar dos binários, mas do lado oposto ao que eu deveria estar. Atravessei TODA (de cabo a rabo) a plataforma correndo, pedindo licença pras pessoas (que me olhavam atravessado) até chegar, completamente sem fôlego na entrada do trem. Assim, não tinha voz para perguntar se aquele era mesmo o trem que partia para Gênova. O capo (chefe maquinista), vendo a situação, pegou o bilhete da minha mão (foi aí que eu me lembrei que eu não havia timbrado aquela M...aravilha - pra não falar outra coisa! rsrsrs). Imediatamente agradeci e tomei o bilhete da mão dele e me direcionei para a porta do trem, quando alguém me avisou que a mochila estava totalmente aberta! Foi quando eu pensei que poderia ter deixado minha carteira na maquininha... segundos de tensão até que eu verifiquei que realmente estava tudo Ok! [traduzindo: atravessei a estação TODA com a mochila escancarada - vergonha - e não caiu nada, nadinha dela]. Logo o trem partiu. Essa foi a primeira viagem onde o fiscal marcou o bilhete e, ou ele não reparou que eu não tinha timbrado, ou realmente não era assim de tamanha importância. O trem possuía cabines fechadas com ar condicionado [chiqueeee e merecido, depois de tanta correria!] e foi lá que eu me tranquei, me deitei no banco e só acordei em Gênova. Obs.: Tá, não era o último trem, mas o próximo só dali uma hora e meia!! Tempo que faz a maior diferença quando você está exausta!

Corri da Piazza del Duomo até a Stazione Centrale




*sempre que escrevo aguinha lembro de um amigo, Marcelo Amaral: Vai no word, escreve aguinha e clica nos sinônimos... com certeza você vai rir. rsrsr Funcionava no word antigo (--> tipo 2003), não sei se funciona nessas variações mais recentes.
Outro lugar que eu visitei em Milão foi o Cemitério Monumental (século XIX). Eu estava procurando um passeio diferente, que fugisse dos tradicionais pontos turísticos que se visita nas grandes cidades. Eu nunca tinha ido ao cemitério fazer turismo e, confesso, foi uma experiência única e, como diria Jack Sparrow (no mais recente Piratas do Caribe): Vocês viram?! Porque eu não vou fazer de novo! rsrsrs Não foi tão bacana visitar um cemitério sozinha e vocês já devem imaginar porquê. O começo foi tranquilo... na entrada há um porteiro e uma mesinha com um guia dos pontos a visitar: um mapinha bem elaborado - e bem turístico - indicando os túmulos mais famosos, esculturas interessantes, construções bizarras, tudo que poderia chamar atenção! Nas primeiras galerias, obras encomendadas pelas tradicionais família milanesas, um verdadeiro acervo histórico e artístico! O prédio, de mármore e outras pedras, é resultado de uma mistura entre vários estilos: gótico, românico e bizantino [toscano, veneziano, lombardo etc]. A praça na entrada é chamada de Memorial Chapel Famedio [famedio vem de fama mesmo], em alusão aos "bem-merecedores" homens ali enterrados. As suas esculturas relatam os acontecimentos históricos da cidade e por isso o local é muitas vezes chamado de museu à céu aberto. Entre os heróis enterrados lá está Giuseppe Verdi (foto), Alessandro Manzoni (poeta e escritor) e Arturo Toscanini (maestro) e há menções à outros heróis como o "nosso" Garibaldi. Entretanto, passando do prédio central, quando acessamos a área posterior [e deserta] dos túmulos, a coisa muda de figura [principalmente quando você é uma donna e está sozinha, longe dos amigos e familiares]. Vai por mim, o tom de melancolia das esculturas e construções, o silêncio e ao mesmo tempo o canto dos pássaros, as folhas das árvores no chão, o fato de você estar MESMO em um cemitério, os cidadãos locais que lá estão para chorar a sua dor [vi uma senhorinha bem idosa colocando flores no túmulo de seu marido e então eu me senti uma idiota por estar ali fotografando]... tudo isso vai te deixar, no mínimo, sensibilizado [pra não falar "deprê"]! Pra completar, todas as bicas pelas quais eu passei estavam abertas! Eu escutava o som da água caindo e, quando me aproximava, não havia ninguém. Aí, pra uma pessoa medrosa como eu, o clima fica sinistro! uhauha Mas enfim, tirei algumas fotos e o passeio valeu a pena por me proporcionar algumas sensações diferentes, bem o que eu estava procurando.










Amigos, hoje posto um assunto sério. Precisei ir ao Pronto Soccorso del Ospedale Galliera (pronto socorro do Hospital Galliera) para ver um nodulozinho na axila que estava me importunando um pouco. [Não que isso fosse preocupante - e já adianto que realmente não era nada, só uma inflamaçãozinha - pois eu já imaginava que devia ser alguma coisinha hormonal ou até mesmo resultante da depilação...] A emergência estava cheia, como era de se prever, mas fui logo atendida no guichê de acoglienza, onde eles fazem a triagem. Me solicitaram somente o passaporte (embora eu tenha levado também o acordo Brasil/Itália que fiz lá no meu país) e alguns dados pessoais, imprimiram a minha ficha e, junto com ela, minha senha de atendimento (chamada depois de alguns 15 minutos mais ou menos, pelo painel eletrônico). Fui atendida por uma jovem médica, que me deu atenção e ainda "descolou" uma ecografia para que nos certificássemos de que realmente não era nada sério. Na eco, dois médicos e uma enfermeira constataram que o "grave" problema (em tom de brincadeira) era um nódulo de 3mm que deveria ser alguma inflamaçãozinha qualquer, boba, sem nenhum perigo. Voltei à médica e fui receitada, caso a dor persista, e foi prescrito um outro exame   a ser realizado em uma farmácia, caso a situação piore. Na saída, tentei arrumar meus dados, que estavam errados no formulário preenchido pelo atendente, direto no computador. Mesmo que eu tenha entregue o passaporte onde está escrito cidade natal URUGUAIANA/BRASIL, me colocaram como cidadã URUGUAIA! Pedi pra corrigirem e me colocaram como brasileira, mas vivendo no Uruguai... Na terceira vez, pulei pro outro lado do balcão, sentei com o atendente e praticamente "desenhei" (rsrsrsr) a situação, dizendo que eu sequer passei perto do Uruguai. Pedi pra tirar tudo onde dizia "Uruguay" e colocar que eu moro mesmo em Gênova! [Só faltou fazer a dancinha da toalha que uma amiga (Marina) me ensinou.. uhaahuha] Afffff! rsrsrs Depois acabamos rindo do mal entendido... rsrsrs Resultado da minha ida ao pronto socorro na Itália: fui muito bem atendida por todos e ressalto a paciência que eles tiveram na correção dos meus dados. Arrisco a dizer que o atendimento foi melhor do que o que eu recebia quando pagava a CASSI (plano de saúde brasileiro), coisa que eu já tinha ouvido falar e não acreditava! Bem, na volta pra casa, encontrei essas duas belezinhas de colares (e eu nem gosto de colares, néam!?) e eu exibo (no sentido bem exibido da palavra rsrsrs) a foto deles aqui!
Um balão lindo lindo (tenho fraco por balões) e a Torre Eiffel, junto com um coração, moeda e um topzinho, foooofos!
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Depois del Duomo, parti para a Piazza del Castello, atrás de um quiosque de informações. Explico-me: calejada de gastar com mapas que mais me desorientavam do que ajudavam, pretendia ir direto ao guichê turístico (recorrente em muitas cidades italianas). Entretanto, o japonês da carrocinha de cachorro quente da Piazza del Duomo me disse que em Milão não encontrávamos mapas gratuitos, e me orientou que eu fosse à um jornaleiro. Hummm, pensei, pensei.. Mas eu insisti e decidi, de qualquer maneira, ir até o Castello Sforzesco. Lá, na sala de informações eu consegui um mapinha, bem facinho e ilustrativo e o melhor: de graça! [Êba!] Resolvi entrar no castelo e conhecer as coleções dos museus de arte antica, Raccolta dei Mobili,  Pinacoteca, de Arte Aplicada, dos Strumenti Musicali, Sezione Prestoria e Protostoria e a Sezione Egizia. Ou seja, castelo é grandissíssimo e, portanto, dá a maior canseira visitá-lo assim, em uma tarde! Sugiro dedicar um dia (no mínimo), se você deseja realmente conhecê-lo. Por ser uma exposição super completa e, sobretudo, minuciosa, os deixo apenas com algumas fotos e com o link do site, caso vocês queiram melhor entendê-lo...










O Duomo é lindo-lindo, mas a recepção intimida um pouco... há vários "milicos" na porta principal da igreja e você precisa passar por uma revista para entrar (vale dizer que não é permitido entrar de short). A catedral é aberta ao público das 7h da manhã às 19h e não se paga para entrar mas há outros lugares que você pode visitar lá e os preços estão aqui. Infelizmente, eu visitei só o interior da igreja e o terraço, pois o restante estava em restauro. A catedral, como toda obra gótica, é bastante escura, com pontos de luz muito estratégicos e, por isso - e também por conta de partir de um celular, as fotos não ficaram boas. E por falar em fotografias, como tinha turistas japoneses!!! rsrsrs Todos com uma máquina (às vezes pequena, às vezes grande) em punho (e sempre desrespeitosamente na minha frente)! Aff! Mas o prédio é lindíssimo e digno de um filme à la "Anjos e Demônios" pois há escadarias que levam ao porão, elevadores e corredores que levam aos lugares mais escondidos! Durante o ano, o espaço é utilizado para a elaboração de eventos, como shows de orquestras e corais, inclusive no terraço [uau!]. Para saber mais, vá até o site do Duomo e, veja algumas fotos que eu consegui tirar.