Ontem fui ao Palazzo Ducale. Confesso que eu fiquei um pouquinho decepcionada. Pela fama, localização (bem no centro da cidade) e tudo mais, achei que seria assim, um desbunde! Humm, posso estar ficando mal acostumada com as coisas por aqui porque é muito diferente do que vemos no Brasil (propriamente pela idade das construções, que são muito antigas) e deveras bonito. :) Mas eu achei que ficaria maravilhada com o que vi (arquitetonicamente falando). Não foi propriamente por aí. O palácio é todo branco (com alguns afrescos conservados, em locais pontuais, como nas escadas de acesso), com duas grandes salas bem decoradas por pinturas do século século XVIII, lustres maravilhosos e mobiliário moderno bem comunzinho. Agora, a história, não deixa a desejar. Começou a ser construído no duecento (por volta de 1290 e poucos), quando Gênova se afirma como potência do mediterrâneo, e em 1339 tornou-se a sede do primeiro Doge genovês, Simon Boccanegra. Ao longo dos séculos o prédio sofreu seguidas alterações e ampliações, até que no século XVI surge uma nova fisionomia, mais adequada e pomposa. No século XVIII, depois de um grande incêndio, a decoração da sala maior do conselho foi toda renovada e, no século XIX recebe os afrescos de Giuseppe Isola, acompanhado pelas obras arquitetônicas de Simone Cantoni. Posteriormente, no início do século XX, sofre novas alterações, com a construção da Piazza de Ferrari (praça central e onde se encontram os serviços mais importantes da cidade). Foi restaurado em 1992 e constituiu a maior obra de intervenção até então realizada na Europa. A torre, Torre del Popolo, foi elevada em 1539 e está aberta à visitação. Depois da visita ao palácio, subi para conhecer a torre e lá descobri que havia uma cadeia. Na entrada da torre há um espaço, de tamanho mediano, que separa a prisão da entrada da torre. Atualmente ali é projetado um vídeo com a história do palácio (a única mensão à sua história no lugar, considerando-se que as plaquinhas espalhadas pelo edifício deixavam a desejar). Depois de colocar o capacete de segurança, entrei primeiramente na cadeia. O cárcere constituía-se em um lugar pequeno, de baixo pé direito, de pedra, com argolas de ferro nas paredes, uma aberturinha com grades e uma pequena porta de madeira. Tudo muito escuro e, hoje, iluminado por dois holofotes. A torre, com o mesmo tipo de porta, mas com aberturas maiores possui alguns pedacinhos de uma antiga pintura ainda expostos, mas nada que faça maiores referências. A entrada custa 5 euros e, com o cartão anual eu paguei 4. Pra quem tem interesse, taí a página.

Do pátio pode-se ver a torre.

A sala maior

Teto da sala maior

Nas paredes, várias imagens dessas.

Afrescos nos acessos

Capelinha

Na prisão

Janela do Cárcere

Antiga estrutura da Torre





Vistas da Torre

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