Eu gosto muito do Facebook! Além de podermos retomar contatos, mantê-los e até estreitá-los (pense que estou muito longe da terrinha rsrsrs), é um instrumento muito democrático e, até diria, indomável. É como se você estivesse em plena companhia (remédio para quem vive ou se sente só) às 7h da manhã de um domingo, ou às 15h de uma terça-feira. É "só" acessar e ele está lá, te contando o que está pensando, curtindo ou compartilhando; "diz" as coisas que você nem estava procurando ouvir e, por vezes (além de uma profunda poesia ou de uma bela foto), "fala" (poucas) coisas importantes (como uma nota crítica ou de protesto) ou pequenas coisas como um "oi, como vc está?", "tô com saudade", ou "vamos marcar aquela janta!?"... Coisas que servem para parar alguns segundos o seu dia, para, despretenciosamente, retomarmos o fôlego. Contudo, infelizmente, essas coisas se perdem no vento. E no tempo. Não faz muito, lembro dos cadernos de aula, sempre rabiscados com palavras, e desenhos de carinho, joguinhos e declarações de amor. Estavam ali por pelo menos um ano, marcados. Mesmo depois das brigas, decepções, desamores. Continuavam ali, como comprovações de que um dia, de fato, existiram. E levavam mais tempo para serem apagados com a água do mar. Sim, o tempo é relativo, eu sei. [Também tinha a impressão de que o tempo demorava para passar. Afinal, eu queria ter 15 anos e esse dia não chegava nunca!] Mas e o espaço? Bom, aqueles cadernos e agendas ainda estão lá. [Toda criança acha que seus códigos, abreviaturas e desenhos nunca serão descobertos hihihi, então, com certeza estão lá!] Mas e hoje? Bom, hoje o tempo é relativo. O espaço (principalmente o virtual, antes visto como infinito) também tornou-se relativo. a prova disso é o Facebook: todo e qualquer conteúdo nele escrito tem hora marcada para expirar, quando aquela barrinha de rolamento chega ao fim. A paciência também chega ao fim. A memória também chegou ao fim. Tentando resgatar algo que me tocou muito essa semana, publico aqui um vídeo que assisti muito sem querer (num blog de interiores), mas que me deixou com o coração feliz - apesar de tantas lágrimas nos olhos - por saber que há algo e alguém do outro lado do oceano me esperando...
Sim, é bem comercial... mas tenta abstrair isso, se colocar no meu lugar e levar pro lado mais "emotivo"! Afinal, sou sensível como uma pétala de rosas. :)
