Ontem recebemos uma amiga italiana que está se preparando para passar alguns meses em Londres. Conversamos e rimos muito, em uma tarde muito agradável, entre amigas. Apesar das fronteiras da língua e da cultura, o carinho e paciência que demonstramos umas pelas outras tornaram a noite super especial. Via-se nos olhos algumas emoções escondidas, outras reveladas. E eu, especialmente fiquei tocada pois lembrei dos meus últimos dias lá no Brasil e de como foi importante a presença dos amigos (que me acompanharam até o aeroporto, nas filas, mesmo com o atraso de várias horas) e do homem que eu chamo de meu. rsrsrs Curioso como essas coisas (relações) são construídas, né?! Já me vi passando pelas mesmas coisas daqui uns meses, no meu retorno. Daí lembrei de uma frase que li outro dia no facebook, sobre partidas e chegadas: "toda partida implica numa chegada", não é mesmo?! Acho que isso seria um consolo, não?! Bem, salvo que ando "sensíííível como uma pétala de rosa", essas coisas passam pela minha cabeça tipo, em plena tarde de terça-feira! rsrsrs De repente, no meio da conversa, ouvimos barulhos de fogos e corremos para o terraço. Eram fogos de um cruzeiro que partia, segundo a Manu, e tinha de toda sorte: grandes e brilhantes, alegres e coloridos, lindos e brancos, barulhentos, silenciosos etc. Quando olhei pro lado, já não éramos mais cinco mulheres, mas sim, cinco meninas, encantadas, sorridentes, abertas, frágeis... ao mesmo tempo inabaláveis. Foi assim que terminou a noite ontem. Emocionante e feminina.

Foto meramente ilustrativa :)