O carnaval de Veneza (como o conhecemos hoje) surgiu no século XVII (embora já haja registro no século XIII) e era o momento em que a nobreza se "misturava" com o povo, disfarçando-se durante os dez dias de festa. Daí a invenção da máscara. Definitivamente as máscaras de Veneza são "uoww"! rsrs Claro, não devem se comparar com as antigas, não é!? Atualmente, tem aquelas muito parecidas com as do "camelô" brasileiro (1ª foto), que custam entre 10 e 30 euros (dependendo do lugar e do tamanho). Um pecado, porque se vê que são feitas em qualquer lugar (até no Brasil, quem sabe?!) e que chegam aqui supervalorizadas, somente pelo fato de haver a tradição dos carnavais da cidade. Mas há aquelas lindas máscaras artesanais de papel machè (onde, se bobear, podemos até ver o artesão as produzindo) que custam a partir de 70 euros mais ou menos, embora as tenha visto por até 150 euros (como aquelas utilizadas em peças teatrais). Caro né? Também acho! Enfim, é uma pena que esse costume de fazer máscaras tenha se tornado algo tão inacessível ao grande público! Aliás, como acontece com toda tradição que é "taxada" de patrimônio imaterial, que tem como resultado o distanciamento de quem realmente lhe dá significado, ou pelo congelamento no tempo, ou pela supervalorização ($) de tais atividades. Fico me perguntando... o que podemos fazer contra isso?
"Por aí" achei esse vídeo com algumas fantasias, espero que gostem:






Marlise...adorei o post...historiador adora blábláblá historico não é mesmo? e amei as fotos...as mascaras não pareciam malfeitas, pelo menos nas fotos, mas eu adorei mesmo foi aquele vestido...eu ia ficar 10 nele om certeza hehe mas eu tava pensando aqui que essas festas deviam atingir mesmo mais os caras da elite não é mesmo? apesar de ser um carnaval de rua...sei não...beijocas
Moniquinha, também adorei aquele vestido!! Hahaha E já estou nos imaginando vestidas assim! Mas Mo, pelo o que eu li os nobres usavam as máscaras para se misturar na multidão, o que sugere que o povo também as usava... Os venezianos tinham fama de ser libertinos e transgressores e, talvez pelo uso excessivo e impróprio das máscaras, haviam leis que controlavam o uso e o restringiam apenas aos dias de carnaval. Aprendi, escutando um guia que havia todo tipo de máscara e cada uma tinha o seu significado: A mais popular era a Bauta (aquela simples, preta - de inverno - e branca - de verão); tinha uma imposta às mulheres casadas nas idas ao teatro; a Moretta, oval de veludo negro, usada também pelas mulheres nas visitas ao convento, com um dispositivo que não permitia a fala, etc. Não me aprofundei no assunto, mas creio que seria de fato uma bela pesquisa!