Gente, contando ninguém acredita! Fui pedida em casamento na estação ferroviária de Livorno! uhauha Calma, amorzinho, eu posso explicar... rsrsrs Estava eu na fila da bilheteria para comprar o ticket de retorno a Gênova (depois de mais ou menos 12 horas caminhando, cansada etc etc.) quando ouço um rapaz de aparentemente 40 e poucos anos conversando com a moça que estava atrás de mim: Buongiorno! Sei molto belllllllla! A mulher, sem jeito, agradeceu o elogio. Ele, não satisfeito, continuou: Se non sei sposata, famme saperne? (se tu não és casada/comprometida, me fale!?) rsrsrs A resposta foi, prontamente, "Me dispiace, ma, io sono sposata!" (sinto muito, mas sou casada!). Escutei toda a história (porque eu tenho imã para essas doidices e, portanto, fiquei atenta pois eles estavam muito próximos de mim) sem olhar para trás, mas percebendo que algo estava errado ali pois os dois sequer se conheciam e o cara saiu com essa! (Pensei, das duas uma: ou ele é "lelé da cuca", ou está cantando a moça...) Depois dessa resposta, o rapaz dirigiu-se à mim e fez as mesmas perguntas e, logicamente, obteve também as mesmas respostas. rsrsrs Tratava-se realmente de um homem novo, com um chapéu de pano cinza (daqueles estilo "cowboy americano" amarrado logo abaixo do queixo), camiseta azul para dentro da calça social clara que ia até a altura do umbigo, afivelada por um cinto marrom. Portava com ele uma bolsa à tira colo e algo nas mãos que se não me falha a memória era um casaco. Assim, ele ia abordando todas as pessoas da fila (que casualmente, eram só mulheres) independente de sua idade, cor, estatura ou perfil. Inclinava a cabeça pro lado e, evidentemente se não fosse a situação, às vezes parecia lúcido, considerando-se o seu olhar de encantamento para a pessoa a qual se dirigia. Falava pausadamente, com os olhos parados num ponto fixo e a boca branca (espumando), o que me sensibilizou pois eu vi que não se tratava de um malandro e sim de uma pessoa com dificuldades mentais, me fazendo refletir um pouco sobre tudo aquilo. Segundo a senhora que estava na minha frente, ele aparece por lá todos os dias e, dessa maneira calma e inofensiva, vive fazendo as mesmas perguntas. Triste isso, né!? Passei por ele ainda algumas vezes antes de pegar o trem, e ele me cumprimentou em todas elas! (E tem gente sã - com saúde mesmo - que sequer dá um "bom dia"!) Fiquei pensando, pena porquê?! Quem disse que ele não deve ser feliz assim, né?!




Stazione Livorno Centrale