Na Piazza Castello, fiquei encantada com a construção* com que me deparei logo a seguir. Via-se que era muito antiga, possivelmente um castelo romano (talvez por isso o nome da praça.). E essas coisas me emocionam, sabe?! Saber que muuuuita gente já pisou ali (pessoas importantes, outras anônimas, o povo), que tanta coisa aconteceu (romances, promessas, discursos, rebeliões, guerras) e que mesmo assim aquilo encontra-se erguido, arruinadamente** belo e imponente. É como que uma testemunha dos dramas, das ações, das aventuras do nosso dia a dia. [E se pensarmos direitinho, isso não é novidade aqui, né... do outro lado do oceano. Aí que cai a ficha de que estou realmente na Itália e que isso tudo que eu estou vendo, aos olhos de outros, é trivial, cotidiano...] Caminhei por todos aqueles monumentos, vi rostos de soldados, li nomes desconhecidos (como Emanvele Filiberto), olhei detalhes construtivos, resquícios do que parecia ser um fosso, olhei em volta... e ainda não acreditava no que estava vendo. Meio embasbacada (risos), segui. (Naquele momento, ninguém - nem nada - me tirava da cabeça o "tal do" Palazzo Reale).





*sobre ela, Palazzo Madama, falarei mais adiante.
**no sentido literal da palavra, em ruínas.