Gente do meu Brasil (ou não rsrsrs) depois de um período em jejum aqui no blog, cá estou estou para mais um post. Pra falar a verdade nem vi passar esses últimos dias. [Foram dias muito quentes por aqui! Daqueles que não dá vontade de fazer nada!] Mas antes de contar sobre a viagem a Parma, preciso falar sobre o que me lembrei hoje: a saga de pegar o trem Milano-Genova. Como fiz umas comprinhas em Milão (não, gente, não comprei a "moda"! rsrsrs Foram só algumas coisinhas que achei numa loja de uma brasileira arretada que tem por lá) e já estava com a mochila cheia e pesada (cachaça e erva mate pesam!! hehehe) decidi por fazer aqueles tours de turismo que sempre tem, sabe? Aqueles paga-mico frustrantes que você pensa: porque fiz isso?! Então, eu fiz! Bem, nem preciso dizer que o passeio foi fraquiiiiiinho fraquinho, né!? Mas serviu pra uma coisa: pra me atrasar para pegar o trem de volta. Olha que legal!? uahauh (hoje tô bandida! sim, notícias do Zorra Total já chegaram por aqui...) Bem, desci do ônibus de turismo correndo e me direcionei à estação... sei que eu tinha uns 20 minutos pra chegar lá (e eu só parei pra pegar uma aguinha*). Cheguei na Stazione Centrale di Milano [que é gigante] e perambulei alguns minutinhos até descobrir a bilheteria que, obviamente (como não pensei nisso antes?) estava superlotada. Vi ao lado aquelas maquininhas (impressionante, aqui na Itália tem máquina pra tudo!) de impressão veloz de bilhetes. Tentei lá. Primeiro, a cretina não achava a estação Brignole [a maior e mais famosa da cidade] - e o tempo correndo - depois tentei ler o elenco das estações que começassem com "Br", foi aí que eu consegui achá-la. Nessa hora, vem aqueles passos todos [que você nunca quer]: 1ª ou 2ª classe? deseja escolher a poltrona? etc etc... E a máquina demora pra pensar... e tem gente atrás de você querendo usá-la e as crianças do teu lado gritando... enfim, tenso! Na hora de pagar, tentei com dinheiro [lógico que não daria] e, desesperançosa, tentei com o Visa Travel. Magicamente o bilhete caiu lá embaixo, na "bilheteria". Estava tão descrente que eu conseguiria que eu nem sei como vi o bilhete impresso. Saí correndo feito uma doida na estação [sem direção nenhuma] até que eu vi a indicação das plataformas no segundo piso, peguei a escada rolante cheia de passageiros parados, fui passando não sei como, cheguei no andar dos binários, mas do lado oposto ao que eu deveria estar. Atravessei TODA (de cabo a rabo) a plataforma correndo, pedindo licença pras pessoas (que me olhavam atravessado) até chegar, completamente sem fôlego na entrada do trem. Assim, não tinha voz para perguntar se aquele era mesmo o trem que partia para Gênova. O capo (chefe maquinista), vendo a situação, pegou o bilhete da minha mão (foi aí que eu me lembrei que eu não havia timbrado aquela M...aravilha - pra não falar outra coisa! rsrsrs). Imediatamente agradeci e tomei o bilhete da mão dele e me direcionei para a porta do trem, quando alguém me avisou que a mochila estava totalmente aberta! Foi quando eu pensei que poderia ter deixado minha carteira na maquininha... segundos de tensão até que eu verifiquei que realmente estava tudo Ok! [traduzindo: atravessei a estação TODA com a mochila escancarada - vergonha - e não caiu nada, nadinha dela]. Logo o trem partiu. Essa foi a primeira viagem onde o fiscal marcou o bilhete e, ou ele não reparou que eu não tinha timbrado, ou realmente não era assim de tamanha importância. O trem possuía cabines fechadas com ar condicionado [chiqueeee e merecido, depois de tanta correria!] e foi lá que eu me tranquei, me deitei no banco e só acordei em Gênova. Obs.: Tá, não era o último trem, mas o próximo só dali uma hora e meia!! Tempo que faz a maior diferença quando você está exausta!

Corri da Piazza del Duomo até a Stazione Centrale




*sempre que escrevo aguinha lembro de um amigo, Marcelo Amaral: Vai no word, escreve aguinha e clica nos sinônimos... com certeza você vai rir. rsrsr Funcionava no word antigo (--> tipo 2003), não sei se funciona nessas variações mais recentes.